Zubeldía comentou as vaias e gritos de burro que recebeu da torcida do Fluminense, no empate por 2 a 2 com o Vitória, na noite deste sábado, no Maracanã. O treinador afirmou que o torcedor está no seu direito de protestar com os resultados ruins, pediu calma e disse que não se pode dramatizar a situação.
— Quando os resultados não acontecem e não se joga ou ganha como esperam, as consequências já sabemos. Sempre os torcedores estão no direito de apoiar ou reprovar, para isso pagam o ingresso - disse o argentino, que completou:
— Pode parecer um momento muito mais complicado do que realmente é, poderíamos estar mais avançado no Brasileirão, ok, mas estamos em terceiro, dependemos de nós mesmo na Libertadores, e é isso que temos que fazer como equipe. O torcedor pode questionar a mim ou minha equipe, mas eles têm que ver estamos mais perto de conseguir nos recuperar do que dramatizar e exagerar uma situação. Temos como recuperar e temos tempo — afirmou.
O Fluminense não ganha há quatro jogos, contando Brasileirão e Libertadores. Se está em terceiro no campeonato nacional, corre risco de eliminação no torneio sul-americano.
Sobre a partida, Zubeldía reconheceu que o Flu não soube matar o jogo. Por isso, acabou se complicando. Com o resultado, o Fluminense perde a chance de assumir a segunda posição e permanece em terceiro, com 27 pontos. O Flamengo, em segundo, tem o mesmo número e ainda joga na rodada. O São Paulo, em quarto, tem 24 e também entra em campo.
— Analisando o jogo, que é o que temos de fazer, me parece que até o empate a equipe tinha o controle do jogo, tinha situações de gol. Jogamos várias partidas que não matamos o jogo. Antes de qualquer situação que o rival tenha, concretizamos. Hoje tivemos poucas situações, o rival passou na frente. Jogar com esse nervosismo não é fácil. Entendemos que estamos em um momento onde muitas coisas acontecem e parece que podemos recuperar nosso jogo, nossa ordem e um golpe em 10 minutos vira tudo. Faz ser muito mais difícil - afirmou.
— Hoje tivemos o momento para matar e cometemos erros pontuais que acabaram nos causando sofrimento e reprovação. Justo ou não é o critério do torcedor. Sempre que não se ganha em casa quando há expectativa de estar entre os primeiros, há críticas ao técnico e jogadores. Tivemos chance de matar o jogo, não fizemos. O rival com pouco se colocou na frente. Depois, se querem destacar a equipe, Serna, John fez uma boa partida, equipe buscando... dentro de um contexto que se complicou - completou.
Agora as duas equipes voltam as atenções para a Copa do Brasil. Na terça-feira o Fluminense recebe o Operário no Maracanã, às 21h30 (de Brasília). A ida foi 0 a 0. pelo Brasileirão, os tricolores jogam no sábado, às 20h30, contra o São Paulo, no Maracanã.
Zubeldía entende as críticas da torcida do Fluminense
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Se sente pressionado por uma demissão?
— Todos estão expostos a críticas. Não tenho muito a dizer, apenas demonstrar que podemos voltar a cumprir os objetivos do clube. Somos os terceiros do Brasileirão, hoje esperávamos ganhar e não ganhamos, é normal a reprovação. É normal haver reprovação ao técnico, tenho que assumir isso. Dependemos de nós mesmos na Libertadores, terça-feira tem Copa do Brasil... Mais que isso não posso dizer. É trabalhar e dizer que confio que as coisas vão melhorar.
Confiança da equipe na sequência ruim
— Isso tem que depender da equipe, grupo, staff e de todos aqui dentro. A equipe estava organizada e bem no segundo tempo e levou dois gols. No fim, quando estávamos desorganizados, empatamos. Estamos em um momento raro, difícil... Quando os resultados não aparecem é natural que se entrem em discussões de técnico, é o que já se sabe. Os resultados mudam sem tanta explicação do que acontece futebolisticamente. É mental, confiança... Temos que recuperar, temos jogadores experientes, nós (comissão) também somos experientes. Pode parecer um momento muito mais complicado do que realmente é, poderíamos estar mais avançado no Brasileirão, ok, mas estamos em terceiro, dependemos de nós mesmo na Libertadores, e é isso que temos que fazer como equipe. O torcedor pode questionar a mim ou minha equipe, mas eles têm que ver estamos mais perto de conseguir nos recuperar do que dramatizar e exagerar uma situação. Temos como recuperar e temos tempo.
Defesa
— Teria que ver gol a gol, mas não estamos defendendo de forma sólida e segura na bola parada. Sempre um ou outro motivo gera situações ao adversário. É um déficit importante que temos. Sempre digo que precisamos reverter, mas obviamente está levando tempo. Depois, não houve erros de sistema e organização, mas questões pontuais. Pode ser o anímico, desconfiança. A confiança que tínhamos um tempo atrás, que os chutes pegavam na trave e iam para fora. Mas agora evidentemente isso não está acontecendo. Para mim, recuperando o bom jogo que nos caracterizou desde que estamos aqui vai nos permitir gerar ordem e nos equivocar menos. Hoje parecia que estava tudo controlado, que tínhamos futebol, chegada, ordem. E em duas jogadas pontuais se desarmou tudo. Há que seguir insistindo nisso, em ordem, jogar bem e treinar situações de gol, independente de quem jogue.
Serna na saída de campo disse que é preciso "valorizar o empate". Time ficou conformado com pouco? O que disse no vestiário e qual era o clima?
— Não fomos conformistas (buscando o empate), estamos chateados. Para nós hoje a única opção era ganhar. O que acontece é em 10 minutos levamos dois gols em jogadas pontuais, que não tinham a ver com o que era o jogo, nós estávamos bem. Tivemos que correr atrás de maneira desesperada no empate e consegui-lo faltando poucos minutos, foi isso que se referiu o Serna, ainda mais que ele entrou em um contexto difícil. Nós queríamos ganhar por tudo, temos um recorde maravilhoso no Maracanã, seja com goleada, sofrendo, gol no fim, equipe grande, equipe menor, equipes duras, como o Vitória... Temos que superar. Temos que recuperar a contundência na defesa e no ataque, e aí a partir daremos continuinidade ao resto como fazíamos há pouco.
Libertadores
— São duas finais. Contra o Bolívar temos que ganhar por dois gols ou mais para ir com tudo contra o La Guaira.
Sete gols sofridos nos últimos quatro jogos. Qual o ponto determinante para esse número alto?
— Estamos tendo um número mais alto em relação às bolas paradas, mas é a equipe em geral, não apenas a defesa. A equipe em geral não está tendo a segurança que precisa ter. Você tem duas formas de ter segurança: com a bola e sem a bola. Sem a bola pode ter erros pontuais, mas o que mais se destaca são as porcentagens de gols de bola parada. E acho que aí estão os gols que estamos levando.
Situação do Ganso
— Contamos com ele. Ele não pôde estar por uma questão de saúde, o médico pode dar detalhes da situação
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