O Palmeiras divulgou, nesta segunda-feira, uma nota oficial afirmando que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reconheceu o erro na anulação do gol de Bruno Fuchs, no último domingo, contra o Remo, em Belém, durante a reunião de rotina com a Comissão de Arbitragem.
Rafael Klein (RS) anulou o gol marcado pelo time alviverde nos acréscimos do segundo tempo da partida depois de recomendação de Rafael Traci (VAR), que viu toque de mão de Flaco López antes da finalização do zagueiro palmeirense.
Em nota, o Palmeiras informou que não pediu punição ao árbitro e ao VAR. O clube recordou a situação de Ramon Abatti Abel, suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por erros em São Paulo x Palmeiras, na edição passada, para questionar as sanções destinadas à arbitragem e os precedentes abertos.
"A FIFA está se perdendo nas atualizações da regra", diz Rizek sobre gol anulado de Fuchs
- Soluções simplistas, adotadas apenas com o intuito de oferecer satisfação momentânea ao ambiente externo ou a terceiros, não contribuirão com a evolução da arbitragem e do futebol nacional - diz trecho da nota (veja a íntegra abaixo).
Com o empate em Belém, o Palmeiras viu a vantagem para o Flamengo, vice-líder do Brasileirão, diminuir de seis para quatro pontos. O próximo compromisso do clube paulista é nesta quarta-feira, contra a Jacuipense, pela quinta fase da Copa do Brasil.
Veja a nota do Palmeiras na íntegra
"A Sociedade Esportiva Palmeiras informa que, em reunião realizada nesta segunda-feira (11) com a participação de representantes de outros clubes da Série A, a Comissão de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) reconheceu o erro cometido pela equipe de arbitragem na anulação do gol marcado pelo zagueiro Bruno Fuchs nos acréscimos do segundo tempo da partida contra o Remo, pelo Campeonato Brasileiro.
Durante o encontro, o Palmeiras – representado pelo diretor de futebol Anderson Barros – voltou a cobrar providências para que erros graves como este não mais se repitam, sob o risco de comprometerem a credibilidade da competição.
O clube ressalta que, em momento algum, solicitou punições ao árbitro central e de vídeo (VAR), pois entende que todos os profissionais, incluindo os melhores, são suscetíveis a falhas. Além disso, não cabe ao Palmeiras, nem a qualquer outro clube, interferir em decisões da CBF, que, por sinal, vem realizando investimentos importantes em busca da evolução e do aprimoramento da arbitragem brasileira.
Diante deste contexto, contudo, é fundamental refletirmos sobre o tratamento reservado ao árbitro Ramon Abatti Abel, penalizado severamente pela CBF e pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) há poucos meses, em razão de fatos ocorridos no clássico entre São Paulo e Palmeiras, também pelo Brasileirão.
Soluções simplistas, adotadas apenas com o intuito de oferecer satisfação momentânea ao ambiente externo ou a terceiros, não contribuirão com a evolução da arbitragem e do futebol nacional."
