O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro publicou um vídeo no X (antigo Twitter), nesta sexta-feira (15), em que comenta a produção do filme Dark Horse, longa em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
No vídeo, Eduardo admite que atuou inicialmente como diretor executivo do projeto, mas afirma ter deixado a função quando a produção passou a operar por meio de uma estrutura de fundos de investimento nos Estados Unidos.
Ele afirma que, no início da produção, utilizou cerca de R$ 350 mil, convertidos em US$ 50 mil, enviados aos Estados Unidos para garantir o contrato com um diretor de Hollywood.
“Depois, quando colocamos o pé no chão e vimos a perseguição que sofríamos no Brasil, fizemos toda a estrutura fora, nos Estados Unidos, para evitar perseguições. Quando essa estrutura passou a funcionar como um fundo de investimento, com outro modelo de organização, eu saí da posição de diretor executivo, que fazia parte de um contrato antigo”, afirmou.
Eduardo disse que, atualmente, sua única participação no filme é ter assinado a cessão de direitos autorais para que um ator o represente na obra.
Segundo o ex-deputado, quando o projeto passou a contar com outros investidores, ele recebeu de volta os US$ 50 mil. Ele nega ter recebido qualquer dinheiro do fundo de investimentos ou do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, classificando essa afirmação como uma mentira e “fake news”.
A ligação entre Eduardo e Vorcaro passou a ser investigada pela Polícia Federal após o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, afirmar que recursos pagos pelo dono do Banco Master para financiar o filme Dark Horse foram destinados a um fundo administrado nos Estados Unidos por um advogado ligado a Eduardo.
Flávio cobrou dinheiro de Vorcaro
Flávio admitiu ter pedido dinheiro a Vorcaro para financiar o longa sobre a trajetória política do pai. Segundo o senador, o projeto buscava exclusivamente patrocínio privado e não utilizou recursos públicos.
“É preciso separar os inocentes dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero dinheiro público. Zero Lei Rouanet”, afirmou o parlamentar em nota enviada à imprensa.
O senador disse ainda que procurou Vorcaro antes de surgirem suspeitas envolvendo o Banco Master. “Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado e quando não existiam acusações ou suspeitas públicas contra o banqueiro”, declarou.
Segundo Flávio, os pagamentos eram feitos em parcelas e houve cobranças devido a atrasos no repasse dos valores. “O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”, explicou.
Na nota, o senador negou qualquer irregularidade e defendeu a criação de uma CPI no Senado para investigar o caso envolvendo o Banco Master.
“Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro nem qualquer vantagem”, afirmou.
