As tensões comerciais e riscos geopolíticos que marcaram 2025 contribuíram para que o Brasil enfrentasse um ambiente de negócios fragmentado, favorecendo a adoção de “políticas monetárias e fiscais cautelosas para preservar a estabilidade”. A avaliação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que, apesar do cenário, o PIB brasileiro cresceu pelo quinto ano consecutivo, chegando a 2,3% em 2025, porém abaixo dos 3,4% de 2024.
Segundo o informativo Indicadores Econômicos do Brasil, divulgado nesta sexta-feira (22), a política restritiva dos Estados Unidos limitou espaço para cortes da taxa de juros no Brasil e a desaceleração do PIB chinês reduziu sua contribuição ao crescimento global.
Além do cenário internacional, o documento aponta que o contexto interno do Brasil, representado pela alta da taxa de juros, também contribuiu para o resultado. No ano passado, o Banco Central iniciou uma sequência de altas na Selic, chegando a manter o indicador a 15% ao ano por cinco vezes seguidas.
“O panorama de 2025 revela uma economia moderadamente em expansão, sustentada pela agropecuária e pelas exportações, mas limitada por juros elevados e menor dinamismo do consumo interno. O ano registrou avanços relevantes no emprego, na agropecuária e nos serviços, acompanhado de inflação mais controlada, mas também de pressões de custos na construção civil e desaceleração em alguns segmentos do comércio“, diz o instituto.
O informativo mostra, ainda, que o setor agropecuário foi o principal responsável pelo crescimento do país, correspondendo a cerca de 1/3 da parcela, com safras recordes de milho e soja. Indústria, comércio, serviços e construção avançaram menos, com taxas abaixo de 2%.
Em 2025, houve avanços no emprego, agropecuária e serviços, acompanhado de inflação mais controlada, mas também de pressões de custos na construção civil e desaceleração em alguns segmentos do comércio.
