Brasília – A corrida eleitoral de 2026 também está sendo travada nas redes sociais. Faltando cerca de três meses para o primeiro turno das eleições, um levantamento da consultoria Bites aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a maior base de seguidores entre os principais pré-candidatos à Presidência da República, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresenta os maiores índices de engajamento e mobilização do público nas plataformas digitais.

Os dados mostram que os dois indicadores retratam aspectos diferentes da presença online dos candidatos. Enquanto o número de seguidores mede o tamanho da audiência potencial, o engajamento considera a capacidade de gerar interações, como curtidas, comentários, compartilhamentos e outras formas de participação dos usuários.

De acordo com o estudo, Lula encerrou o primeiro semestre de 2026 com aproximadamente 38,9 milhões de seguidores somados em suas redes sociais, mantendo a maior comunidade digital entre os presidenciáveis. Já Flávio Bolsonaro liderou os indicadores de tração e engajamento em 21 das 26 semanas analisadas pela consultoria, demonstrando forte capacidade de mobilização de sua base de apoiadores.

Especialistas em comunicação política avaliam que o desempenho nas redes sociais se tornou um dos principais termômetros das campanhas eleitorais, embora ressaltem que popularidade digital não representa, necessariamente, intenção de voto. O alcance das publicações, a frequência das interações e a capacidade de influenciar debates públicos passaram a integrar as estratégias dos partidos e candidatos.

Nos últimos anos, as campanhas eleitorais brasileiras ampliaram significativamente os investimentos em conteúdo para plataformas como Instagram, TikTok, Facebook, X e YouTube. Além da divulgação de propostas, os candidatos utilizam transmissões ao vivo, vídeos curtos e interação direta com os eleitores para ampliar o alcance de suas mensagens.

Apesar da relevância do ambiente digital, analistas destacam que outros fatores continuam sendo decisivos na definição do voto, como o desempenho da economia, alianças partidárias, propaganda eleitoral gratuita, debates televisivos e a avaliação da gestão pública. Nesse contexto, as redes sociais funcionam como uma ferramenta importante para ampliar visibilidade e mobilizar apoiadores, mas não substituem os demais elementos da disputa eleitoral.

A campanha oficial para as eleições de outubro deve intensificar ainda mais a presença dos candidatos no ambiente digital. A expectativa é de que a produção de conteúdos audiovisuais, transmissões ao vivo e estratégias voltadas para diferentes públicos ganhem ainda mais espaço à medida que o calendário eleitoral avance, consolidando as redes sociais como um dos principais palcos da disputa política brasileira.