A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da importação de medicamentos produzidos pela farmacêutica francesa Excelvision após receber um alerta sanitário internacional emitido pela autoridade reguladora da França. A medida, publicada nesta sexta-feira (17), tem caráter preventivo e impede a entrada no Brasil de novos lotes fabricados na unidade até que sejam esclarecidas as irregularidades apontadas durante inspeções realizadas no exterior.
De acordo com a Anvisa, a decisão foi tomada após a agência francesa identificar não conformidades relacionadas às boas práticas de fabricação. Embora o órgão brasileiro tenha suspendido as importações, não há, até o momento, determinação para recolhimento de produtos que já estejam em circulação no mercado nacional.
O que muda para Alagoas
A medida também repercute em Alagoas, uma vez que hospitais, clínicas, distribuidoras e farmácias podem utilizar medicamentos fabricados pela empresa francesa. Especialistas destacam, no entanto, que a suspensão não significa desabastecimento imediato, já que os estoques existentes permanecem autorizados para uso, desde que estejam dentro das normas sanitárias e não sejam alvo de novas determinações da Anvisa.
Caso a suspensão seja mantida por um período prolongado, importadores poderão buscar fornecedores alternativos para evitar impactos no abastecimento de medicamentos no estado e em outras regiões do país.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e os serviços de saúde costumam acompanhar os alertas emitidos pela Anvisa para avaliar eventuais reflexos na rede pública e privada, principalmente quando envolvem medicamentos importados.
Entenda a decisão
Segundo a Anvisa, o alerta internacional recebido do órgão regulador francês apontou falhas identificadas durante inspeção na unidade industrial da Excelvision. Como medida preventiva, a agência brasileira decidiu bloquear temporariamente novas importações produzidas naquela fábrica, preservando a segurança sanitária da população enquanto o caso é analisado.
A agência ressaltou que ações desse tipo fazem parte da cooperação entre autoridades sanitárias de diferentes países, permitindo resposta rápida sempre que são identificados riscos relacionados à fabricação de medicamentos.
Repercussão
A decisão ganhou repercussão entre profissionais da área da saúde e do setor farmacêutico, principalmente por reforçar o rigor dos mecanismos de fiscalização internacional. Entidades do segmento avaliam que medidas preventivas como essa aumentam a segurança dos pacientes e demonstram a integração entre os sistemas de vigilância sanitária de diferentes países.
A Anvisa informou que continuará monitorando o caso e poderá revisar a suspensão caso a fabricante comprove a correção das irregularidades apontadas pelas autoridades francesas. Até lá, novos lotes produzidos na unidade permanecem impedidos de entrar no mercado brasileiro.
