Rafa Kalimann, de 35 anos, curtiu um momento de aconchego ao lado de Nattan e da filha, Zuza, de 4 meses, em meio à repercussão das falas no documentário Tempo Para Amar, em que comentou a gestação e a sensação de ter sido abandonada pelo cantor durante a gravidez.

No clique, a apresentadora aparece com a primogênita deitada em seu colo, enquanto Nattan surge encostado nela em um momento de carinho.

Rafa Kalimann com Nattan e Zuza — Foto: Reprodução/Instagram
Rafa Kalimann com Nattan e Zuza — Foto: Reprodução/Instagram



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Anteriormente, Rafa se manifestou nas redes para distorcer os cortes que foram ao ar. "Eu não fui abandonada. O Nattan não me abandonou. Essa palavra não existiu no documentário”, afirmou a atriz e influenciadora nos stories publicados.

A ex-BBB explicou que o projeto foi pensado justamente para mostrar os desafios reais enfrentados por casais durante a maternidade e a paternidade, fugindo de uma visão idealizada. “Eu não queria um documentário comercial de margarina, que eu mostrasse uma coisa utópica que não existe”, declarou.

Rafa Kalimann em 'Tempo Para Amar' — Foto: Reprodução/Globoplay
Rafa Kalimann em 'Tempo Para Amar' — Foto: Reprodução/Globoplay


No primeiro episódio da produção, Rafa aparece emocionada ao falar sobre momentos em que se sentiu sozinha durante a reta final da gravidez, principalmente por conta da agenda de shows do cantor. Em um dos trechos que viralizou nas redes sociais, ela diz: “Tô no nono mês de gestação e, em vez de você vir ficar comigo, você foi curtir”.

Agora, ela reforçou que o sentimento relatado era sobre solidão emocional, algo que, segundo ela, muitas mães vivenciam mesmo estando cercadas de pessoas. “O que eu relatei ali foram conflitos reais, muito profundos. A solidão que eu menciono bastante é um sentimento. Você pode estar cercada de pessoas ao seu redor e aquele sentimento continua ali dentro”, explicou.


Leia na íntegra:
Eu não fui abandonada. E eu vim aqui pra gente conversar um pouco sobre isso, sobre o documentário, justamente por que eu idealizei ele para que gerasse conversa e apoio para famílias que passam ou passaram pela maternidade. Um documentário muito específico e direcionado para esse tema. E ontem, eu vi vários cortes dele acontecendo na internet com uma narrativa superdistorcida. Inclusive, eu trago isso no primeiro episódio, eu falo como isso acontece com frequência na minha vida e como eu não quero continuar lidando com essas narrativas distorcidas.

Até vi alguma coisa sobre indução de parto e também acho que vale trazer para vocês essa informação que ela é importante, mas eu quero que vocês assistam ao episódio inteiro, tá? Que a Zuza nasceu com 41 semanas e um dia. A gente optou pela indução de parto porque estava chegando a 41 semanas e começa a ser preocupante e arriscado para o bebê. Então a decisão da indução parte daí, por proteção à Zuza. Mas enfim, assistam o episódio todo e eu vou trazer um outro tema aqui que eu acho que é importante a gente conversar.

O ponto importante aqui é: ninguém me abandonou, o Nattan não me abandonou. Essa palavra não existiu no documentário e quem assistiu ao episódio inteiro sabe muito bem disso. O que eu relatei ali, e quem assistiu ao episódio todo vai ver, foram conflitos reais, muito profundos. Conflitos muito íntimos, muito pessoais, com emoções difíceis de entender, como é o caso da solidão que eu menciono bastante, que é um sentimento, e tá sendo muito bonito como vocês têm me mandado mensagens se identificando. Que você pode estar cercada de pessoas ao seu redor, aquele sentimento continua ali dentro.

A ideia de fazer o documentário, gente, para mim é passar essa honestidade mesmo, tá? Eu não queria um documentário comercial de margarina, que eu mostrasse uma coisa utópica que não existe, que não tem como ser. Eu quis mostrar a realidade como ela é: com conflitos, com fragilidades, com amor, com aprendizados, com imperfeições. E existem dificuldades reais que os casais passam durante a gestação, principalmente na gestação de primeira viagem.


Os dois vivem uma transformação muito grande. É muito intensa mesmo, tá? A gente lida com emoções que a gente não conhecia enquanto a gente tenta lidar com toda essa responsabilidade pela primeira vez na vida. E cada um da sua maneira: o Nattan não teve referência paterna, eu tenho os meus conflitos internos.

Nós estamos longe de ser um casal perfeito. Nós somos como qualquer outro casal. Vocês também não são perfeitos. Como qualquer outra mãe, como qualquer outro pai. Ninguém nasce sabendo. A gente se constrói no dia a dia e está aí o grande desafio. Tá tudo bem quando a gente admite que nem tudo é perfeito e que a gente não dá conta de fazer, que a gente não consegue fazer.

E a decisão de mostrar tudo isso no documentário foi sabendo que poderia ter essa repercussão toda, que a gente sabia muito sobre isso, a gente conversou muito sobre isso. Mas também que a gente poderia ser útil na vida de outros casais. Eu acho que se a gente tivesse assistido outros casais vivendo o que a gente viveu, teria sido mais fácil pra gente. A vida real tem conflito, tem ajuste de rota, mas o que importa é como a gente constrói isso juntos. Como a gente se constrói juntos.

Então, antes de apontar o dedo e criar uma narrativa de abandono, que além de não existir, de ser muito equivocada, eu ainda acho muito perigosa para um tema tão sensível, eu espero que vocês se deem a oportunidade de irem lá assistir ao documentário. Que vocês assistam não só esse episódio que foi ao ar, mas todos os próximos que virão. Para que vocês estejam junto com a gente mesmo e entendam o que realmente acontece na nossa família, sem se basear em pequenos trechos construídos para impactar vocês negativamente na internet. A história que a gente realmente quer contar, que a gente gostaria de contar, que é real, que foi o que a gente viveu e não a inventada, tá lá.


E que bom que a gente está tendo a chance de falar sobre isso e sobre tantos outros temas, como os que virão nos próximos episódios, para que outros casais possam ter uma referência de que essas questões existem, que elas precisam ser debatidas com mais honestidade, com mais diálogo e com mais empatia.