A cobrança do imposto sobre compras internacionais de até US$ 50 gerou uma arrecadação superior a R$ 2 bilhões para os cofres federais em 2026 antes de sua revogação pelo governo federal. Dados divulgados pela Receita Federal apontam que somente nos primeiros meses deste ano a entrada de recursos com a tributação das encomendas estrangeiras alcançou cifras bilionárias.

A medida, popularmente conhecida como "taxa das blusinhas", foi criada para ampliar a fiscalização e a tributação de produtos adquiridos em plataformas internacionais de comércio eletrônico. Desde sua implementação, o tema gerou debates entre consumidores, varejistas nacionais e representantes do setor produtivo.

Segundo informações divulgadas pelo governo, apenas entre janeiro e abril de 2026 a arrecadação com o imposto de importação sobre remessas internacionais já havia alcançado aproximadamente R$ 1,78 bilhão. O montante continuou crescendo até a decisão que encerrou a cobrança.

A revogação da taxa foi anunciada por meio de medida do governo federal, que decidiu zerar a cobrança aplicada às compras de pequeno valor realizadas em sites estrangeiros. A decisão foi recebida com expectativa por consumidores que reclamavam do aumento dos custos nas aquisições feitas em plataformas internacionais.

Especialistas avaliam que o fim da cobrança poderá impactar a arrecadação federal nos próximos meses, ao mesmo tempo em que tende a estimular novamente as compras em marketplaces internacionais. Por outro lado, representantes do comércio nacional defendem a manutenção de mecanismos que garantam condições de concorrência equilibradas entre empresas brasileiras e estrangeiras.

O tema segue em discussão entre setores da economia, especialmente diante dos desafios de equilibrar arrecadação, competitividade e proteção ao consumidor em um mercado cada vez mais integrado ao comércio eletrônico global.