Uma cena inusitada chamou a atenção no Estádio Rei Pelé na vitória do CRB sobre a Ponte Preta, por 4 a 2, no domingo, pela 10ª rodada do Brasileiro.

Enquanto o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães distribuía cartões amarelos a todos os atletas regatianos que estavam no banco de reservas, por entrarem em campo na comemoração do quarto gol, o volante Luizão e o atacante Dadá Belmonte se esconderam atrás das placas de publicidade para fugir do rigor do árbitro. Não teve jeito.

Na súmula, os dois atletas também apareceram amarelados. Além deles, a lista extensa contou com o goleiro Fábio Henrique, o lateral Reverson, os zagueiros Bressan e Wallace, o volante Patrick de Lucca, o meio-campista Pedro Castro, o meia Guilherme Estrella, os atacantes Thiaguinho, Vinícius Barata e Guilherme Pato.

Desses 12, quatro estavam pendurados e vão cumprir suspensão na próxima rodada, contra o Cuiabá, fora de casa: Estrella, Guilherme Pato, Bressan e Dadá Belmonte.

A explicação do juiz foi a mesma para todos os cartões: "Por sair de sua área técnica e atravessar o campo de jogo para comemorar gol de sua equipe."

Logo após a partida, o presidente do CRB, Mário Marroquim, esbravejou contra o árbitro.

— O que aconteceu hoje no Rei Pelé foi um prenúncio do que eu já imaginava que iria acontecer. Senhor Wagner do Nascimento, você é um juiz preguiçoso. Já prejudicou o CRB várias vezes. Contra o Sousa, inclusive, deixando de marcar um pênalti lá (na Paraíba). Não é a primeira vez, mas eu garanto a você: enquanto eu for presidente, eu vou fazer de tudo para que você não venha tomar água de coco aqui e ver as praias alagoanas - disparou o dirigente.