O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de até R$ 3,7 bilhões para apoiar a exportação de até 19 aeronaves da Embraer para o Canadá.
Os aviões são do modelo E195-E2 e serão destinados à Porter Airlines, companhia canadense que mantém uma das maiores encomendas do modelo produzido pela fabricante brasileira.
A operação contempla valores estimados entre R$ 3,3 bilhões e R$ 3,7 bilhões, dependendo das condições de cada contrato, e prevê entregas das aeronaves até dezembro de 2030.
Financiamento apoia exportação brasileira
O crédito faz parte das operações de apoio às exportações brasileiras e permite que a Embraer amplie sua presença no mercado internacional.
O BNDES possui histórico de financiamento à venda de aeronaves fabricadas no Brasil para companhias aéreas estrangeiras. Segundo o relatório anual do banco, somente em 2025 foram aprovadas operações envolvendo 44 aeronaves da Embraer, distribuídas em seis operações e com aproximadamente R$ 6 bilhões em recursos.
A operação com a Porter também tem um caráter estratégico: o próprio BNDES registra que o financiamento representa o primeiro apoio do banco à exportação de aeronaves E2 para um cliente canadense.
Porter já possui dezenas de jatos da Embraer
A relação entre a fabricante brasileira e a companhia canadense não é recente.
A Porter mantém uma encomenda total de 75 aeronaves E195-E2. Dados da Embraer indicam que 52 aviões já haviam sido entregues, enquanto outros 23 permaneciam na carteira de pedidos firmes no fim de 2025.
A nova operação de financiamento contempla até 19 aeronaves desse programa.
O E195-E2 é o maior modelo da família comercial E2 da Embraer e foi desenvolvido para oferecer maior eficiência operacional, com redução no consumo de combustível e nos custos de manutenção em comparação com gerações anteriores.
Embraer amplia presença internacional
A operação com o Canadá ocorre em um momento de expansão da presença internacional da Embraer.
A fabricante brasileira tem clientes em diferentes mercados e utiliza o financiamento à exportação como uma das ferramentas para viabilizar vendas de aeronaves produzidas no país.
Além do Canadá, o BNDES já apoiou operações envolvendo aeronaves destinadas a mercados como Estados Unidos, Jordânia e outros países.
O relatório anual do banco destaca que o apoio às exportações de aeronaves contribui para fortalecer a indústria aeronáutica brasileira e abrir novos mercados para a Embraer.
Impacto para a indústria brasileira
Embora os aviões tenham como destino uma companhia aérea do Canadá, os efeitos econômicos da operação permanecem no Brasil.
A produção das aeronaves envolve uma cadeia industrial formada por fornecedores, empresas de tecnologia, componentes, serviços especializados e mão de obra qualificada.
O financiamento também está relacionado à política brasileira de apoio às exportações de produtos de maior valor agregado, permitindo que uma empresa nacional dispute contratos de grande porte no mercado internacional.
Para o país, operações desse tipo representam entrada de receitas provenientes de exportações e ajudam a manter a indústria aeronáutica brasileira integrada às principais cadeias globais do setor.
O que é o E195-E2
O E195-E2 faz parte da nova geração de jatos comerciais da Embraer e é voltado principalmente para rotas de média distância.
O modelo foi desenvolvido para atender companhias aéreas que buscam aeronaves menores que os grandes jatos de corredor único, mas com capacidade suficiente para operar rotas de maior demanda.
A aeronave também é destacada pela fabricante e pelo BNDES por apresentar ganhos de eficiência e redução de consumo em relação à geração anterior.
Entregas seguem até 2030
Com a aprovação do financiamento, a operação abre caminho para a continuidade das entregas dos jatos E195-E2 à Porter Airlines.
A previsão é que as até 19 aeronaves contempladas pelo financiamento sejam entregues gradualmente até dezembro de 2030.
O negócio reforça a presença da Embraer no mercado canadense e mantém o BNDES como um dos instrumentos utilizados pelo Brasil para apoiar a competitividade de sua indústria aeronáutica no exterior.
Fonte de origem: G1. Informações complementares: BNDES, Embraer e fontes especializadas do setor aeronáutico.
