O Brasil passou a figurar entre os países com as condições mais restritivas para exportação ao mercado norte-americano após a elevação das tarifas de importação anunciadas pelos Estados Unidos. A avaliação é da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), com base em levantamento do Centro de Tecnologia Aplicada para Comércio (CTA).
De acordo com o estudo, a tarifa efetiva média aplicada aos produtos brasileiros deverá subir de 11,7% para 18,2%, aumentando significativamente o custo de acesso ao mercado dos Estados Unidos. Com a mudança, o Brasil passa a integrar o grupo de nações mais impactadas pelas novas barreiras comerciais impostas pelo governo norte-americano.
Segundo a Amcham, a medida reduz a competitividade dos produtos brasileiros, gera insegurança para empresas exportadoras e pode provocar impactos sobre investimentos, produção e geração de empregos em diversos segmentos da economia.
Setores podem sentir os maiores impactos
Entre os setores que tendem a sofrer os maiores efeitos estão os de produtos industrializados, madeira, papel, máquinas, equipamentos e outros itens destinados ao mercado americano. Representantes da indústria alertam que o aumento das tarifas pode resultar em queda nas exportações, redução da produção e até demissões caso não haja avanço nas negociações entre os dois países.
Apesar do cenário mais restritivo, alguns produtos considerados estratégicos para a economia dos Estados Unidos permaneceram fora da nova tarifa, como café, carne bovina e determinados componentes da indústria aeronáutica, reduzindo parcialmente os impactos sobre esses segmentos.
Governo brasileiro busca alternativas
O governo brasileiro mantém diálogo com autoridades norte-americanas na tentativa de minimizar os efeitos das medidas comerciais. Ao mesmo tempo, autoridades defendem a ampliação de mercados para as exportações nacionais, reduzindo a dependência do comércio com os Estados Unidos.
Especialistas avaliam que a diversificação dos destinos das exportações brasileiras será fundamental para diminuir os impactos das restrições impostas pelos norte-americanos, especialmente em um cenário de crescente tensão comercial internacional.
