Uma intensa onda de calor atinge a Península Coreana e já provoca temperaturas históricas, noites abafadas e alertas para riscos à saúde. Na Coreia do Sul, os termômetros alcançaram 42,5°C no domingo (2), em Yangsan, no sudeste do país — a maior marca desde o início das medições meteorológicas modernas, em 1904.

Segundo a Administração Meteorológica da Coreia, o recorde foi registrado às 13h26, horário local. A cidade enfrentou o quinto dia consecutivo com temperaturas acima dos 40°C. Em Gyeongju, também no sudeste sul-coreano, a máxima chegou a 40,3°C.

Diante da intensidade do calor, o governo sul-coreano elevou o nível de resposta a desastres e recomendou que a população evite atividades ao ar livre, especialmente nos horários de maior temperatura. Dados oficiais apontam 1.781 atendimentos relacionados ao calor entre 15 de maio e 31 de julho, além de 13 mortes no período.

O cenário também é preocupante na Coreia do Norte. Informações divulgadas pela agência estatal KCNA indicam previsão de máximas entre 35°C e 40°C em Pyongyang e nas províncias de Pyongan e Jagang. Na capital norte-coreana, a temperatura mínima ficou em 28°C, cerca de cinco graus acima da média.

Pyongyang vem registrando noites tropicais desde a semana passada, sem queda dos termômetros abaixo de 25°C. O jornal oficial Rodong Sinmun orientou a população a reduzir a exposição ao sol e recomendou medidas de proteção para trabalhadores rurais e lavouras.

Antes do novo recorde, a Coreia do Sul já contabilizava o maior número de noites tropicais para o período desde 1973. Entre 1º de junho e 27 de julho, a média nacional chegou a 7,8 noites com temperaturas superiores a 25°C. Meteorologistas associam a onda de calor à atuação de uma massa de ar quente e úmido ligada a um sistema de alta pressão sobre o Pacífico Norte.