O programa Celular Seguro, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, já ultrapassou a marca de 81 mil alertas de roubo, furto ou perda de celulares em 2026. A ferramenta foi criada para permitir que o usuário tome medidas rápidas após perder o aparelho e reduza os riscos de que criminosos tenham acesso a dados pessoais, contas bancárias e aplicativos.
A plataforma permite acionar bloqueios por meio de um único procedimento. Dependendo da opção escolhida pelo usuário, podem ser bloqueados o aparelho, a linha telefônica e os aplicativos bancários vinculados ao celular.
O crescimento no número de alertas reforça a dimensão do problema da subtração de aparelhos no país e a importância de adotar medidas de proteção antes mesmo de ocorrer uma ocorrência.
Segundo o Ministério da Justiça, o Celular Seguro foi desenvolvido justamente para acelerar a comunicação entre vítimas, instituições financeiras, operadoras e órgãos de segurança.
Como funciona o Celular Seguro
O usuário deve cadastrar o aparelho na plataforma e manter seus dados atualizados. Também é possível indicar pessoas de confiança para ajudar no acionamento dos mecanismos de proteção caso o celular seja roubado, furtado ou perdido.
Depois da ocorrência, o alerta pode ser emitido pelo aplicativo ou pela plataforma oficial. A partir desse acionamento, as instituições participantes recebem as informações necessárias para executar os bloqueios solicitados.
A recomendação do governo é que o cadastro seja realizado antes de qualquer ocorrência. Isso porque, em uma situação de roubo ou furto, o proprietário poderá estar sem acesso ao próprio telefone.
O Ministério da Justiça também orienta que o cidadão registre um boletim de ocorrência após o roubo ou furto e comunique o caso às autoridades competentes.
Alagoas possui sistema próprio para recuperar celulares
Em Alagoas, a população conta ainda com uma ferramenta estadual voltada para o combate ao roubo e furto de aparelhos.
O Alerta Celular, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), mantém um banco de dados com informações de aparelhos cadastrados pelos próprios usuários.
Para participar, o proprietário deve informar o IMEI, número de identificação único do celular, e cadastrar o aparelho na plataforma. Em caso de roubo ou furto, o cidadão deve registrar a ocorrência e informar o número do aparelho cadastrado.
Com o registro, o celular passa a constar no sistema como aparelho roubado ou furtado. Dessa forma, durante abordagens policiais e investigações, as equipes podem consultar a situação do dispositivo e identificar aparelhos com restrição.
A ferramenta estadual tem como um dos objetivos dificultar a circulação e a comercialização de celulares provenientes de crimes.
Programa já ajudou na recuperação de aparelhos em Alagoas
A iniciativa estadual também vem sendo utilizada pelas forças de segurança para localizar celulares roubados ou furtados.
Em maio deste ano, a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas alertou a população sobre golpes que utilizavam indevidamente o nome do programa. Na ocasião, o Estado informou que o sistema já havia contribuído para a recuperação de 3.283 aparelhos.
A SSP reforçou que os usuários devem ficar atentos a mensagens suspeitas e não fornecer informações pessoais ou realizar pagamentos a partir de links recebidos por mensagens.
O que fazer depois de perder ou ter o celular roubado?
A primeira providência deve ser proteger as informações armazenadas no aparelho.
O usuário deve:
- Acionar o Celular Seguro e emitir o alerta;
- Bloquear a linha telefônica e o aparelho, conforme a opção escolhida;
- Solicitar o bloqueio dos aplicativos e contas bancárias;
- Registrar um boletim de ocorrência;
- Alterar senhas de serviços importantes, principalmente e-mail e redes sociais;
- Informar o roubo ou furto à operadora;
- Em Alagoas, cadastrar ou atualizar o aparelho no Alerta Celular.
Também é importante não tentar recuperar o aparelho por conta própria caso exista uma localização que indique onde ele está. A orientação é repassar as informações às autoridades policiais.
Por que cadastrar o IMEI?
O IMEI funciona como uma espécie de identificação do aparelho. O número permite diferenciar um celular de outro, mesmo quando são modelos iguais.
Em Alagoas, o cadastro do IMEI é fundamental para que as forças de segurança possam consultar a situação do telefone durante abordagens e investigações.
A SSP orienta que o proprietário tenha esse número registrado e mantenha o cadastro atualizado.
Celular roubado pode virar porta de entrada para golpes
O problema provocado pelo roubo ou furto vai muito além do valor do aparelho.
Com o telefone desbloqueado ou com acesso a contas e aplicativos, criminosos podem tentar entrar em redes sociais, contas de e-mail, aplicativos bancários e serviços de pagamento.
Por isso, o bloqueio rápido é considerado uma das principais medidas para reduzir os prejuízos.
O próprio governo federal recomenda que os usuários mantenham mecanismos de segurança ativados no celular e façam previamente o cadastro no Celular Seguro.
Alagoas reforça importância da prevenção
Para os alagoanos, a existência de duas ferramentas — uma federal e outra estadual — amplia as possibilidades de proteção.
O Celular Seguro atua principalmente na comunicação rápida com operadoras, bancos e instituições participantes para bloquear serviços e reduzir o risco de utilização indevida do aparelho.
Já o Alerta Celular, de Alagoas, possui foco importante na identificação de aparelhos roubados ou furtados durante ações policiais, contribuindo para a recuperação dos telefones.
Na prática, as duas iniciativas podem ser utilizadas de maneira complementar.
Serviço
Celular Seguro: plataforma do Ministério da Justiça para emissão de alertas e bloqueios após roubo, furto ou perda.
Alerta Celular Alagoas: sistema da Secretaria de Segurança Pública que permite cadastrar o aparelho pelo IMEI e auxilia na identificação de celulares com registro de roubo ou furto.
A recomendação é que o cidadão faça os cadastros antes de precisar deles. Em uma ocorrência, agir rapidamente pode fazer diferença para proteger dados pessoais, contas bancárias e o próprio aparelho.
