O governo federal voltou a defender uma maior participação dos bancos privados no programa Desenrola Adimplentes, iniciativa criada para oferecer crédito mais barato a trabalhadores autônomos e informais que mantêm os pagamentos em dia ou possuem atraso de até 90 dias em suas operações financeiras.

A declaração foi feita pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou continuar dialogando com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para ampliar a adesão das instituições financeiras privadas ao programa. Segundo ele, a participação desse segmento é considerada fundamental para que um número maior de brasileiros tenha acesso às condições especiais de renegociação e substituição de dívidas por linhas de crédito com juros menores.

Programa busca reduzir custo do crédito

Lançado pelo governo federal no fim de junho, o Desenrola Adimplentes permite que trabalhadores que estão com as parcelas em dia ou tenham pequeno atraso possam trocar dívidas contratadas com juros elevados por uma nova operação com taxa limitada a 1,99% ao mês.

A iniciativa é voltada principalmente para trabalhadores informais e autônomos, que normalmente enfrentam maiores dificuldades para conseguir crédito em condições mais favoráveis. O programa conta com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), mecanismo criado para reduzir os riscos das instituições financeiras participantes.

Bancos privados ainda avaliam participação

Apesar do apelo do Ministério da Fazenda, a Febraban informou que a adesão ao programa dependerá da estratégia de cada instituição financeira. Bancos privados avaliam fatores como política de crédito, critérios internos de análise de risco e viabilidade econômica antes de decidir se irão oferecer a nova modalidade aos clientes.

Até o momento, bancos públicos sinalizaram participação no programa, enquanto parte das instituições privadas ainda analisa as regras antes de aderir oficialmente.

Impacto para consumidores de Alagoas

Em Alagoas, a ampliação da participação dos bancos privados pode beneficiar milhares de trabalhadores autônomos, microempreendedores individuais (MEIs) e profissionais liberais que utilizam crédito pessoal para manter suas atividades.

Caso mais instituições passem a oferecer as condições do Desenrola Adimplentes, consumidores alagoanos poderão substituir empréstimos com juros elevados por contratos mais baratos, reduzindo o comprometimento da renda mensal e melhorando o acesso ao crédito.

Especialistas apontam que a medida também pode estimular pequenos negócios, já que a redução dos custos financeiros tende a aumentar a capacidade de investimento e o consumo das famílias, refletindo positivamente na economia local.

Governo aposta na ampliação do programa

O Ministério da Fazenda mantém negociações com o setor financeiro para ampliar o alcance do Desenrola Adimplentes e aumentar o número de operações realizadas.

A expectativa do governo é que, com uma adesão maior dos bancos privados, o programa alcance um público mais amplo e contribua para reduzir o endividamento das famílias, fortalecer a atividade econômica e facilitar o acesso ao crédito em condições mais favoráveis em todo o país.