O técnico Jorge Jesus revelou que esteve mais próximo de assumir o comando da Seleção Brasileira do que se sabia publicamente. Em entrevista ao Canal 11, de Portugal, o treinador afirmou que, durante as negociações com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), chegou a receber indicações para elaborar uma pré-convocação de jogadores.
Segundo Jorge Jesus, o planejamento estava relacionado a uma partida que seria disputada após a derrota do Brasil por 4 a 1 para a Argentina, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. O português, porém, acabou não assumindo a equipe nacional, e a CBF posteriormente acertou a contratação de Carlo Ancelotti.
“Eu acabei por não ir treinar a seleção do Brasil, mas já tinha indicações para fazer a pré-convocatória do Brasil para o jogo que seria disputado em março, depois de eles terem perdido por 4 a 1 para a Argentina”, declarou o treinador.
A referência feita por Jorge Jesus ao calendário, no entanto, não coincide exatamente com a sequência oficial de jogos da Seleção. Após a derrota para a Argentina, em março de 2025, o Brasil só voltaria a campo pelas Eliminatórias em junho daquele ano. Foi justamente nesse período que Ancelotti iniciou seu trabalho à frente da equipe brasileira.
CBF escolheu Carlo Ancelotti
As declarações de Jorge Jesus relembram um período de indefinição vivido pela Seleção Brasileira. O treinador português esteve entre os nomes avaliados pela CBF para assumir a equipe, mas as negociações não avançaram.
A entidade acabou fechando com Carlo Ancelotti, que posteriormente conduziu o Brasil na preparação para a Copa do Mundo de 2026. A CBF confirmou o italiano como comandante da Seleção e passou a estruturar o planejamento para o Mundial sob sua liderança.
Ancelotti, inclusive, foi o responsável pela definição do grupo brasileiro para a Copa. A pré-lista enviada à Fifa reuniu 55 jogadores, antes da convocação definitiva para o torneio.
Jorge Jesus faria poucas mudanças na lista atual
Durante a entrevista, Jorge Jesus também foi questionado sobre as escolhas feitas por Carlo Ancelotti para a Seleção Brasileira e sobre quais jogadores ele convocaria caso estivesse no comando da equipe.
O português afirmou que não faria grandes alterações na relação escolhida pelo italiano. Segundo ele, seriam poucas mudanças, entre um e três jogadores.
Uma das diferenças apontadas pelo treinador seria no comando do ataque. Jorge Jesus destacou Pedro, do Flamengo, como o principal centroavante do futebol brasileiro. O atacante foi comandado por ele durante sua passagem pelo clube carioca, em 2019, temporada marcada pelos títulos do Campeonato Brasileiro e da Libertadores.
“Acho que neste momento o melhor ponta de lança é o Pedro”, afirmou Jorge Jesus, reconhecendo que sua avaliação também leva em consideração o período em que trabalhou com o jogador.
Apesar de defender algumas mudanças pontuais, o treinador disse concordar com a maior parte das escolhas de Ancelotti. Para ele, a principal diferença entre seu trabalho e o do italiano estaria na maneira de interpretar o jogo e conduzir os treinamentos.
Jorge Jesus agora comanda a seleção de Portugal
Depois de não assumir a Seleção Brasileira, Jorge Jesus seguiu sua carreira internacional e passou por clubes de destaque, incluindo o Al-Hilal e o Al-Nassr, da Arábia Saudita.
Em 2026, o treinador português ganhou um novo desafio na carreira ao assumir o comando da seleção de Portugal. A chegada ao cargo coloca Jorge Jesus novamente no centro do futebol de seleções e abre um novo capítulo na trajetória do técnico.
A revelação sobre as negociações com a CBF, portanto, traz à tona detalhes de um processo que poderia ter mudado o rumo recente da Seleção Brasileira. Caso o acordo tivesse sido concluído, Jorge Jesus teria sido o responsável por definir o grupo brasileiro em um período decisivo da preparação para a Copa do Mundo de 2026.
No fim, a CBF optou por Ancelotti, enquanto Jorge Jesus seguiu outro caminho. Agora, os dois treinadores vivem realidades diferentes no futebol internacional: o italiano comandou o Brasil no Mundial, enquanto o português inicia seu trabalho à frente de sua seleção nacional.
