O Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado nesta terça-feira (28), reforça a importância da prevenção, da vacinação e do diagnóstico precoce dessas doenças. A data integra as ações do Julho Amarelo, campanha dedicada à conscientização sobre as hepatites virais e à ampliação do acesso à testagem e ao tratamento.
Em Alagoas, o período de mobilização chama atenção para a necessidade de manter a população informada sobre os riscos das infecções, principalmente porque muitas pessoas podem conviver durante anos com o vírus sem apresentar sintomas.
Segundo orientações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), o diagnóstico pode ser realizado por meio de testes rápidos disponíveis na rede pública. Quando a infecção é identificada, o paciente é encaminhado para acompanhamento e tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Alagoas apresenta avanço no combate à hepatite C
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontaram uma redução de 42,9% nas mortes por hepatite C em Alagoas entre 2014 e 2024. O número representa um avanço no enfrentamento da doença e acompanha os esforços de ampliação do diagnóstico e do acesso ao tratamento.
Apesar da melhora nos indicadores, autoridades de saúde reforçam que a prevenção e a descoberta precoce continuam sendo fundamentais para evitar complicações.
A hepatite viral pode provocar inflamações no fígado e, em casos não diagnosticados ou não tratados adequadamente, evoluir para problemas graves, como cirrose, insuficiência hepática e câncer de fígado.
Doenças podem não apresentar sintomas
Um dos principais desafios no combate às hepatites virais é justamente o caráter silencioso de algumas infecções. Muitas pessoas só descobrem que estão infectadas quando a doença já provocou danos significativos ao organismo.
Por esse motivo, a orientação dos profissionais de saúde é que pessoas com histórico de exposição ou fatores de risco procurem uma unidade de saúde para realizar a testagem.
Em Alagoas, a rede pública oferece diagnóstico e acompanhamento. A Sesau destaca que o teste rápido permite identificar a infecção e encaminhar o paciente para o atendimento especializado quando necessário.
Vacinação é uma das principais formas de prevenção
A vacinação também é uma ferramenta importante no enfrentamento das hepatites virais. Atualmente, existem vacinas disponíveis contra os tipos A e B, oferecidas gratuitamente pelo SUS.
Para a hepatite B, além da vacinação, medidas como o uso de preservativo nas relações sexuais e o não compartilhamento de objetos que possam ter contato com sangue são importantes para reduzir o risco de transmissão.
Já a hepatite C não possui vacina, mas pode ser tratada e curada. Por isso, identificar a infecção o mais cedo possível é essencial para aumentar as chances de sucesso do tratamento e evitar a evolução para quadros mais graves.
Campanha ganha força em Alagoas
As ações do Julho Amarelo também mobilizam unidades de saúde em diferentes municípios alagoanos. Em Maceió, iniciativas de conscientização e testagem já foram realizadas em anos anteriores com o objetivo de facilitar o acesso da população ao diagnóstico.
Em 2026, a campanha também ganhou destaque em unidades da rede estadual. O Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, reforçou a importância da prevenção e da realização de testes, destacando que o diagnóstico tardio pode levar a complicações no fígado.
A mobilização tem como objetivo ampliar o conhecimento da população e incentivar a procura pelos serviços de saúde, especialmente entre pessoas que podem ter sido expostas ao vírus.
Quando procurar atendimento
A recomendação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e testagem em situações de possível exposição ao vírus ou quando houver orientação de um profissional.
A população também deve manter a vacinação em dia, utilizar preservativo nas relações sexuais e evitar o compartilhamento de materiais que possam entrar em contato com sangue.
Para as autoridades de saúde, o combate às hepatites virais depende da combinação entre informação, prevenção, vacinação, diagnóstico precoce e acesso ao tratamento.
Em Alagoas, os avanços registrados na redução da mortalidade por hepatite C mostram resultados positivos das políticas de saúde, mas a mobilização do Julho Amarelo reforça que ainda é necessário ampliar a conscientização e garantir que mais pessoas conheçam seu diagnóstico antes que a doença provoque complicações.
