O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (28), durante agenda de campanha em Salvador, que um eventual novo mandato terá como principal objetivo elevar o Brasil a um novo patamar econômico e colocar o país entre as nações mais ricas e poderosas do mundo.
A declaração foi feita durante uma caminhada pelo bairro da Liberdade, na capital baiana. Segundo informações divulgadas pelo Partido dos Trabalhadores e também pela reportagem do R7, Lula defendeu uma estratégia baseada em investimentos em educação, ciência, tecnologia e na agregação de valor aos recursos naturais brasileiros.
Durante o discurso, o presidente destacou a necessidade de o Brasil deixar de exportar matérias-primas sem processamento e passar a produzir bens de maior valor agregado. Entre as áreas citadas estão os chamados minerais críticos, considerados estratégicos para setores como tecnologia, energia e indústria.
Educação e tecnologia como prioridades
Lula também afirmou que pretende ampliar os investimentos em educação e conhecimento caso seja reeleito. A ideia apresentada pelo presidente é utilizar a formação de mão de obra qualificada e o desenvolvimento tecnológico como instrumentos para aumentar a produtividade e a competitividade brasileira.
A proposta está alinhada às diretrizes apresentadas pelo PT para um eventual novo governo, que incluem uma política econômica voltada à indústria, à transformação digital, à ciência e à inovação.
Em outras declarações recentes, Lula já havia associado o crescimento econômico à necessidade de recuperar a capacidade de investimento do Estado e fortalecer setores estratégicos da economia.
Promessa de transformar recursos minerais
Outro ponto destacado pelo presidente foi a exploração de minerais estratégicos. Em vez de simplesmente exportar esses recursos, Lula defendeu que o Brasil avance na industrialização e produza tecnologia e produtos acabados dentro do próprio país.
A estratégia busca aproveitar a posição brasileira como grande produtor de commodities e, ao mesmo tempo, aumentar a participação da indústria de maior valor agregado na economia.
Discurso ocorre após entrevista ao Jornal Nacional
A declaração em Salvador ocorreu um dia depois de Lula participar de uma entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo. Na ocasião, o presidente foi questionado principalmente sobre economia, situação fiscal, dívida pública, gastos do governo e propostas para um eventual novo mandato.
Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, Lula afirmou que não considera a dívida pública, atualmente superior a 80% do Produto Interno Bruto (PIB), motivo para preocupação imediata e defendeu que o crescimento econômico contribua para melhorar a situação fiscal.
Durante a entrevista, Lula também afirmou que o governo pretende cumprir a meta fiscal e destacou a previsão de resultado primário positivo para 2027. O tema do equilíbrio das contas públicas foi um dos principais pontos de questionamento dos entrevistadores.
Lula critica formato da entrevista
Após a entrevista, já em Salvador, o presidente afirmou que gostaria de ter tido mais espaço para apresentar propostas. Segundo a Folha de S.Paulo, Lula disse considerar frustrante que a conversa tenha sido concentrada em denúncias e investigações envolvendo integrantes de seu governo e pessoas próximas.
Na agenda de campanha na Bahia, o presidente voltou a defender a necessidade de investimentos públicos e privados para promover crescimento econômico e melhorar as condições de vida da população.
Brasil entre as maiores economias
A promessa de colocar o Brasil entre as maiores economias do mundo não é nova no discurso de Lula. Em 2024, o presidente já havia afirmado que o país poderia voltar à sexta posição no ranking mundial até o fim de seu mandato, depois de ter ocupado esse posto em 2011.
Agora, durante a campanha de 2026, Lula amplia a promessa e afirma que um eventual novo governo terá como objetivo transformar o Brasil em uma das economias mais ricas e poderosas do planeta.
A proposta, entretanto, dependerá de fatores como crescimento do PIB, produtividade, investimentos, estabilidade fiscal, inflação, juros e cenário econômico internacional.
