Gestores, técnicos das secretarias de Educação e profissionais ligados às redes públicas de ensino têm até o próximo dia 16 de julho para se inscrever na Formação Continuada 2026 da Política de Educação Integral em Tempo Integral, promovida pelo Ministério da Educação (MEC). A iniciativa busca preparar estados e municípios para ampliar a oferta de ensino em tempo integral com qualidade, fortalecendo a gestão, o planejamento pedagógico e a implementação da política pública em todo o país.

A formação será realizada em formato híbrido, reunindo webinários nacionais, encontros regionais e atividades conduzidas pela Rede Nacional de Articuladores do Programa Escola em Tempo Integral (Renapeti). O objetivo é oferecer suporte técnico às redes estaduais e municipais para consolidar as diretrizes da educação integral e ampliar o atendimento aos estudantes da educação básica.

O que muda para Alagoas

Para Alagoas, a iniciativa representa uma oportunidade importante de qualificação das equipes responsáveis pela implantação e expansão do ensino em tempo integral. Municípios e o Governo do Estado poderão atualizar práticas pedagógicas, aperfeiçoar o planejamento das escolas e alinhar suas ações às diretrizes nacionais estabelecidas pelo MEC.

Especialistas avaliam que o fortalecimento da formação dos gestores é um dos principais fatores para garantir que a ampliação das matrículas em tempo integral aconteça com qualidade, oferecendo aos estudantes uma jornada escolar mais completa, com atividades voltadas ao desenvolvimento acadêmico, cultural, esportivo e socioemocional.

Além disso, a capacitação pode contribuir para que as redes alagoanas aproveitem melhor os investimentos federais destinados ao Programa Escola em Tempo Integral, criado para ampliar o número de vagas e reduzir desigualdades educacionais em todo o Brasil.

Política nacional

O Programa Escola em Tempo Integral integra a estratégia do Governo Federal para ampliar o acesso dos estudantes da rede pública à educação em jornada ampliada. A meta é expandir o número de matrículas e consolidar políticas públicas que garantam não apenas mais tempo na escola, mas também uma formação integral dos alunos.

Nesse modelo, as escolas desenvolvem atividades que vão além das disciplinas tradicionais, incluindo práticas culturais, esportivas, científicas e de cidadania, buscando reduzir desigualdades educacionais e melhorar os indicadores de aprendizagem.

Repercussão entre entidades educacionais

A abertura da formação foi repercutida por entidades ligadas à educação pública, como a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Conviva Educação, que destacaram a importância da qualificação permanente das equipes técnicas para o sucesso da política de educação integral.

As entidades ressaltam que o processo de formação fortalece a articulação entre União, estados e municípios, permitindo que as redes de ensino compartilhem experiências e aperfeiçoem suas estratégias de gestão e implementação das escolas em tempo integral.

Inscrições

As inscrições permanecem abertas até 16 de julho e são destinadas a representantes das secretarias estaduais e municipais de Educação, conselhos de educação e equipes técnicas envolvidas na execução da política de educação integral.

A expectativa do MEC é ampliar a participação das redes públicas de todo o país, fortalecendo a implementação do programa e garantindo melhores condições para a expansão da educação em tempo integral nos próximos anos.