O técnico Moacir Júnior convocou a imprensa nesta quarta-feira para fazer um balanço dos dois meses no comando do CSA. Segundo ele, o trabalho foi oferecido como uma missão, ainda reflexo do rebaixamento à Série C no ano passado e a eliminação nas semifinais do Alagoano.
— Ontem, exatamente, fez dois meses que estou em Maceió, que fui muito bem recebido e que eu também recebi do presidente a missão de conduzir essa reconstrução. Uma reconstrução, se você analisar friamente, em cima de uma tragédia - disse Moacir, continuando:
— Porque, ano passado, tinha 1% de chance de cair e caiu. Então essa reconstrução era para pessoas abnegadas, dedicadas e que tivessem a felicidade de encontrar outras pessoas também com o mesmo sentimento.
Moacir lembrou que recebeu outras propostas, mas teve motivo para aceitar o convite do CSA.
— Quando a gente acertou, eu tive oportunidades e acabei optando (em vir), pela grandeza do CSA. E acho que é importante, depois de tudo que passou, o início dessa reconstrução feita por eles de uma forma muito digna, mas muito difícil. E aí acabou que aconteceu essa união de vontade da parte deles, da parte nossa, de abraçar essa reconstrução. Aconteceu um aproveitamento maravilhoso.

Perguntado sobre como passar tranquilidade aos jogadores em meio à crise financeira enfrentada pelo CSA, o técnico falou que também é dever dos atletas se unirem para superar a fase adversa.
— Eu não falo mal de diretor para jogador e nem falo de diretor para jogador. O jogador que não tiver satisfeito, começar a querer ter uma atitude incompatível com as dificuldades que ele está inserido nela, ele tem que ir embora. E o diretor que está insatisfeito com o jogador, tem que falar para mim e mandar o cara embora - disse Moacir, prosseguindo:
— Tem que ser uma união, uma fusão de ideias. Na verdade, estamos num campeonato hiper, super deficitário, e hiper, super difícil... Mas os meus cenários na minha vida profissional, sempre foram a dificuldade. E eu sempre consegui conviver bem dentro dela.
