O técnico Moacir Júnior convocou a imprensa nesta quarta-feira para fazer um balanço dos dois meses no comando do CSA. Segundo ele, o trabalho foi oferecido como uma missão, ainda reflexo do rebaixamento à Série C no ano passado e a eliminação nas semifinais do Alagoano.

— Ontem, exatamente, fez dois meses que estou em Maceió, que fui muito bem recebido e que eu também recebi do presidente a missão de conduzir essa reconstrução. Uma reconstrução, se você analisar friamente, em cima de uma tragédia - disse Moacir, continuando:

— Porque, ano passado, tinha 1% de chance de cair e caiu. Então essa reconstrução era para pessoas abnegadas, dedicadas e que tivessem a felicidade de encontrar outras pessoas também com o mesmo sentimento.

Moacir lembrou que recebeu outras propostas, mas teve motivo para aceitar o convite do CSA.

— Quando a gente acertou, eu tive oportunidades e acabei optando (em vir), pela grandeza do CSA. E acho que é importante, depois de tudo que passou, o início dessa reconstrução feita por eles de uma forma muito digna, mas muito difícil. E aí acabou que aconteceu essa união de vontade da parte deles, da parte nossa, de abraçar essa reconstrução. Aconteceu um aproveitamento maravilhoso.

Moacir destacou apoio de todos para bons resultados no CSA — Foto: Augusto Oliveira/Ascom CSA
Moacir destacou apoio de todos para bons resultados no CSA — Foto: Augusto Oliveira/Ascom CSA

Perguntado sobre como passar tranquilidade aos jogadores em meio à crise financeira enfrentada pelo CSA, o técnico falou que também é dever dos atletas se unirem para superar a fase adversa.

— Eu não falo mal de diretor para jogador e nem falo de diretor para jogador. O jogador que não tiver satisfeito, começar a querer ter uma atitude incompatível com as dificuldades que ele está inserido nela, ele tem que ir embora. E o diretor que está insatisfeito com o jogador, tem que falar para mim e mandar o cara embora - disse Moacir, prosseguindo:

— Tem que ser uma união, uma fusão de ideias. Na verdade, estamos num campeonato hiper, super deficitário, e hiper, super difícil... Mas os meus cenários na minha vida profissional, sempre foram a dificuldade. E eu sempre consegui conviver bem dentro dela.