Uma operação interestadual deflagrada na manhã desta sexta-feira (10) mira uma organização criminosa investigada por aplicar fraudes bancárias que teriam causado prejuízo superior a R$ 5 milhões a clientes de instituições financeiras. A ação alcança Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, São Paulo e Minas Gerais.
A ofensiva, denominada Operação Dupla Face, é coordenada pela Polícia Civil da Paraíba e cumpre 12 mandados judiciais, entre prisões e buscas e apreensões. Em Alagoas, equipes também participam das diligências, embora as autoridades ainda não tenham informado o número de alvos no estado nem o resultado das ações realizadas até o momento.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso utilizava documentos falsificados em nome de correntistas para solicitar a emissão de novos cartões bancários. Após obter os cartões, os investigados conseguiam acesso às contas das vítimas, realizando saques, transferências e outras movimentações financeiras sem autorização.
As apurações apontam que o esquema funcionava de forma organizada, com divisão de funções entre os integrantes da quadrilha, o que teria permitido a prática dos crimes durante um longo período e causado um prejuízo milionário às vítimas.
Durante o cumprimento dos mandados na Paraíba, policiais apreenderam veículos, computadores, dinheiro em espécie e relógios de alto valor. Os materiais serão submetidos à perícia e poderão auxiliar na identificação de outros envolvidos e na recuperação de ativos obtidos de forma ilícita. Três pessoas foram presas em João Pessoa durante a operação.
Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após denúncias de vítimas e contou com meses de levantamento de informações, incluindo análise de movimentações financeiras e monitoramento dos suspeitos. As autoridades afirmam que o grupo mantinha um padrão de vida incompatível com a renda declarada, fator que reforçou as suspeitas durante a investigação.
O balanço completo da operação deverá ser divulgado após a conclusão das diligências nos cinco estados envolvidos. Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, falsidade documental, furto mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro, conforme o avanço das investigações
