Dois homens foram presos nesta quarta-feira (2), em Maceió, durante uma operação nacional de combate a crimes relacionados à violência sexual contra crianças e adolescentes. A ação, denominada Operação Proteção Integral V, é coordenada pela Polícia Federal e teve desdobramentos em Alagoas com participação da Polícia Civil.
Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos nos bairros Farol e Santa Lúcia. Além das prisões, os policiais também executaram dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.
Equipamentos eletrônicos foram apreendidos
De acordo com a delegada Talita Aquino, titular da Delegacia dos Crimes Contra Crianças e Adolescentes da Capital (DCCCA), a investigação em Alagoas teve início a partir de informações encaminhadas pela Polícia Federal.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram recolhidos celulares, notebooks, iPads e outros dispositivos eletrônicos. O material deverá passar por análise pericial para verificar a extensão das condutas investigadas.
Segundo a delegada, os dois homens são investigados pelo armazenamento de conteúdo de violência sexual envolvendo crianças e adolescentes. As autoridades ainda apuram se houve compartilhamento ou comercialização dos arquivos.
Até o momento, conforme informado pela investigação, não foram identificados indícios de que os suspeitos tenham produzido o material.
Um dos investigados já respondia por outro crime
Ainda segundo a Polícia Civil, um dos homens presos já responde a um processo relacionado a uma acusação de estupro de vulnerável.
Os dois foram encaminhados para a sede da DCCCA, em Jatiúca, onde permanecem à disposição da Justiça. A previsão é de que eles passem por audiência de custódia nesta quinta-feira (3).
Após a identificação do conteúdo ilícito pelos peritos da Polícia Científica que participaram das diligências, os suspeitos também deverão ser autuados em flagrante pelo armazenamento do material.
Investigação continua
A polícia deve aprofundar a análise dos equipamentos apreendidos para tentar identificar a origem dos arquivos, possíveis vítimas, eventual compartilhamento com outras pessoas e outras circunstâncias relacionadas ao caso.
A legislação brasileira prevê punição para quem adquire, possui ou armazena registros que contenham violência sexual contra crianças ou adolescentes. Uma alteração legislativa sancionada em agosto deste ano elevou a pena prevista para esse tipo de conduta para três a seis anos de reclusão, além de multa.
As investigações seguem sob responsabilidade das autoridades, e a eventual responsabilidade criminal dos presos ainda deverá ser analisada pela Justiça.
