O projeto Pró-Manguezais, coordenado pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) e pelo Ministério Público Federal (MPF) em parceria com diversas outras instituições, foi anunciado como finalista do Prêmio Hugo Werneck de Meio Ambiente e Sustentabilidade, que está em sua 16ª edição e é considerado o “Oscar” do meio ambiente no Brasil. Os vencedores serão conhecidos em cerimônia no dia 8 de junho, que será realizada em Belo Horizonte (MG).

O projeto tem como objetivo promover a preservação e a recuperação dos manguezais, ecossistemas estratégicos para a biodiversidade, além de desenvolver ações voltadas à educação ambiental, à cartografia social e ao fortalecimento da participação das comunidades locais na defesa desses territórios.

Para a promotora de Justiça Lavínia Fragoso, titular da 5ª Promotoria de Justiça da Capital (Recursos Hídricos) e coordenadora do Pró-Manguezais pelo MPAL, a indicação como finalista de um prêmio tão importante é um reconhecimento ao trabalho realizado a tantas mãos em Alagoas, que agora se torna referência para o Brasil.

“O Pró-Manguezais atua não apenas na defesa da pasta ambiental, mas também na construção de soluções socioambientais voltadas às comunidades que vivem nesses territórios, por meio de instrumentos como a cartografia social e a educação ambiental. Ser indicado a um prêmio nacional dessa importância nos confirma que o trabalho está no caminho certo para um desenvolvimento sustentável com preservação da natureza”, pontuou.

Além do MPAL e do MPF, o Pró-Manguezais já conta com a participação de diversos órgãos e entidades, entre eles: o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA/AL), o Instituto para Preservação da Mata Atlântica (IPMA), a Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União – Superintendência do Patrimônio da União em Alagoas (SPU/AL), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), o Instituto Biota de Conservação, o Negócio de Impacto Nosso Mangue, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Barra de São Miguel, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Marechal Deodoro, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Coruripe e, mais recentemente, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Sobre o Prêmio

Considerada a principal premiação brasileira para quem faz a diferença em sustentabilidade, meio ambiente e ecologia, o Prêmio foi criado em 2010 pela Revista Ecológico e o nome homenageia o jornalista mineiro Hugo Werneck (1932-2008), pioneiro do jornalismo ambiental no Brasil. Ele cobria natureza nos anos 1970 quando ninguém dava tanta importância ao tema e denunciava, em suas reportagens, desmatamento ilegal, mineração predatória e poluição.

O Prêmio está dividido em 15 categorias, tendo inclusive categorias específicas para empresas, ONGs, poder público, escolas e pesquisadores e não concede premiação em dinheiro, e sim troféus e um selo para ser usado pela instituição vencedora, o que dá reconhecimento para práticas ESG e, no caso de empresas, melhor reconhecimento até em licitações.