À medida que as convenções partidárias avançam para definir os candidatos das eleições de 2026, os dois principais grupos políticos do país — PT e PL — caminham para repetir uma estratégia já adotada no pleito de 2022: reduzir o número de candidaturas próprias aos governos estaduais e ampliar as alianças regionais.
Nos bastidores da política, dirigentes das duas legendas avaliam que fortalecer acordos locais pode ampliar a base de apoio para a disputa presidencial e aumentar a competitividade das chapas nos estados. A tendência é que tanto o Partido dos Trabalhadores (PT), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quanto o Partido Liberal (PL), ligado ao senador Flávio Bolsonaro, concentrem esforços em coligações com partidos aliados em vez de lançar candidatos em todas as unidades da federação.
Levantamentos divulgados pela imprensa nacional indicam que o PT deve manter um número de candidaturas a governador semelhante ao registrado em 2022. Em estados considerados estratégicos, a legenda optou por apoiar nomes de partidos como PSB, PDT, PSD e MDB, buscando fortalecer alianças para ampliar sua presença regional e consolidar palanques para a campanha presidencial.
O PL também trabalha com uma estratégia semelhante. A legenda tem priorizado negociações estaduais para ampliar sua influência política e garantir apoio de partidos aliados em disputas consideradas decisivas. A avaliação da direção nacional é de que acordos regionais podem fortalecer a campanha presidencial e aumentar a presença da sigla nos governos estaduais e no Congresso Nacional.
Especialistas em ciência política destacam que a formação de alianças nos estados é uma prática recorrente nas eleições brasileiras. Em muitos casos, partidos rivais no cenário nacional acabam dividindo o mesmo palanque em determinadas unidades da federação, em razão de interesses locais e da busca por maior competitividade eleitoral.
Com o início oficial das convenções partidárias, previsto no calendário da Justiça Eleitoral, a expectativa é de que novas alianças sejam anunciadas nas próximas semanas, definindo o desenho das disputas estaduais e influenciando diretamente o cenário da corrida presidencial de 2026.
