Estudantes do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Alagoas(Ufal), por meio do estágio supervisionado em Gestão e Coordenação Pedagógica, apresentaram, nessa segunda-feira(25), no Auditório Paulo Freire, na sede da Secretaria Municipal de Educação(Semed), um projeto de intervenção que propõe um dia D, com o objetivo de mobilizar os Centros Municipais de Educação Infantil(CMEIs) e escolas que ofertam a Educação Infantil para adesão aos Indicadores Nacionais de Qualidade e Equidade da Educação Infantil (INDIQUE-EI).
A apresentação reuniu estagiários, a professora doutora Elisangela Mercado (Ufal), gestores e coordenadores da secretaria, a subsecretária de Gestão Pedagógica da Semed, Mirna Costa; o subsecretário de Gestão Educacional, Ricardo Lessa; a coordenadora Técnica Geral de Regionalização , Articulação e Organização Escolar, Virginia Ferreira; e a coordenadora Técnica da Educação Infantil e supervisora do campo de estágio, Thainy Lira.
A proposta do projeto de intervenção foi construída pelos estagiários do componente curricular Estágio Supervisionado em Gestão e Coordenação Pedagógica da Ufal, sob orientação da professora doutora Elisangela Mercado, em parceria com a coordenação Técnica de Educação Infantil, marcando um momento estratégico com foco na discussão da atualização dos indicadores nacionais voltados à Educação Infantil.
O objetivo central da proposta do Estágio Supervisionado é mobilizar e sensibilizar a comunidade educativa para autoavaliação e o compromisso com a participação, qualidade e equidade na educação infantil a partir do uso dos Indicadores Nacional de Qualidade e Equidade na Educação Infantil na rede municipal de ensino de Maceió, que serão lançados pelo Ministério da Educação(MEC) no fim deste mês.
Para a subsecretária Mirna Costa, a parceria com a universidade também representa a realização de uma meta antiga da rede.
“Essa colaboração será importante para a gente colocar na prática um sonho que já vem da rede há muito tempo, que é fazer essa articulação do currículo do curso de Pedagogia com a Secretaria, trazendo esse olhar da pesquisa, da análise de indicadores para a dimensão pedagógica dentro das nossas unidades educacionais”, destacou.
Segundo a coordenadora Thainy Lira, a parceria com a Ufal vem sendo realizada juntamente com demais coordenações da Semed, no sentido de fortalecer as discussões de como a educação infantil está sendo ofertada no município de Maceió, a partir das diversas dimensões propostas nos INDIQUEI-EI .
“O que buscamos é, justamente, o fortalecimento da relação com a universidade e com as demais coordenações da Secretaria, a partir de um processo reflexivo sobre a importância da autoavaliação da Educação Infantil, compreendida como um movimento fundamental para a qualificação das práticas pedagógicas e para a garantia de um atendimento de qualidade às crianças, desde bebês. Nesse sentido, temos como objetivos, a partir dos futuros resultados obtidos, subsidiar a construção de políticas públicas, potencializar os processos de formação continuada e acompanhar o trabalho pedagógico desenvolvido nas unidades.”, ressaltou.
O projeto também aponta que a autoavaliação será uma ferramenta para que famílias, professores, gestores e demais profissionais discutam a oferta da educação infantil, fortalecendo ambientes mais democráticos e participativos.
“Em 2009 os Indicadores de qualidade foram utilizados por nossa rede. Agora, em nível nacional está em processo de atualização e será apresentado no final de maio do ano em curso. A expectativa é que essa atualização dos Indicadores seja mais uma política de discussão que venha fortalecer a oferta da educação infantil em Maceió, sustentada pelas dimensões do INDIQUE-EI, explicou Thainy.
Atualmente, a rede municipal de ensino de Maceió para a oferta da educação infantil é composta por 86 instituições, incluindo 60 CMEIs da rede própria, 13 escolas de Ensino Fundamental com turmas de pré-escola e 13 CMEIs da Rede parceira.
A expectativa é que a adesão ao INDIQUE-EI promova uma autoavaliação das unidades de educação infantil, por meio planos de ação, fortalecendo assim, construção de políticas públicas mais inclusivas baseada na participação democrática, na escuta e na melhoria contínua da qualidade da oferta.
