O futuro da orla de Maceió foi tema de um seminário realizado nesta quarta-feira (19), com foco no trecho entre o Porto de Jaraguá e a foz do Rio Jacarecica. O encontro reuniu representantes de órgãos públicos, especialistas, integrantes da Marinha do Brasil e comerciantes para discutir o uso e a ocupação da zona costeira da capital alagoana.
Promovido pelo Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental (Iplam), por meio do Comitê Gestor do Plano de Gestão Integrada (PGI) da Orla Marítima de Maceió, o I Seminário-Oficina de Uso e Ocupação da Zona Costeira ocorreu na Faculdade Estácio.
Durante a programação, especialistas abordaram temas relacionados à crise climática, planejamento urbano, preservação ambiental e ordenamento da faixa litorânea.
Segundo o secretário-presidente do Iplam, Alessandro Lemos, a proposta é reunir diferentes perspectivas para construir um planejamento adequado para uma área considerada estratégica para a cidade.
“Para construir esse planejamento, precisamos reunir diferentes olhares, conhecimentos técnicos e experiências de quem atua diretamente nesse território”, afirmou.
Entre os especialistas convidados estavam o oceanógrafo Gabriel Le Campion, a geóloga Rochana Campos e a bióloga da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Nidia Fabré.
Área concentra diferentes atividades
O trecho discutido no seminário corresponde à Unidade de Planejamento 2 (UP2), que se estende do Porto de Jaraguá até a foz do Rio Jacarecica.
De acordo com o Iplam, a região concentra diferentes atividades e apresenta conflitos relacionados à ocupação do espaço público. Entre os pontos citados estão a presença de ambulantes, áreas turísticas e diversos prestadores de serviços.
A diretora técnica de Planejamento Territorial do instituto, Maya Neves, explicou que o cenário exige a criação de regras para organizar a utilização da área.
“Existe um grande número de ambulantes, pontos turísticos, vários prestadores de serviço. Isso gera conflitos e demanda ordenamento”, explicou.
Próximas etapas
A partir das informações levantadas durante o seminário, os órgãos e entidades que integram o processo deverão discutir e estabelecer diretrizes para a UP2.
Depois da conclusão dessa etapa, o planejamento deverá avançar para outras áreas da orla de Maceió.
A Unidade de Planejamento 1 (UP1) compreende o trecho entre o Pontal da Barra e Jaraguá. Já a UP3 abrange a região entre Jacarecica e Ipioca.
A expectativa é que o trabalho contribua para estabelecer critérios de ocupação e utilização da faixa costeira, levando em consideração as características de cada trecho da orla e os desafios provocados pelas mudanças climáticas.
