O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (25) que todas as minas instaladas pelo Irã em águas internacionais do Estreito de Ormuz foram removidas ou detonadas pela Marinha norte-americana.
A declaração foi publicada por Trump nas redes sociais. Segundo o presidente, a informação foi repassada a ele pela própria Marinha dos Estados Unidos. Ele também afirmou que a Força Espacial americana acompanha a região e advertiu o Irã contra uma nova instalação de minas.
Trump adotou um tom de ameaça ao declarar que qualquer embarcação iraniana identificada colocando novos explosivos no estreito será destruída imediatamente. A afirmação ocorre em meio à disputa entre Washington e Teerã pelo controle da estratégica passagem marítima.
Estreito permanece no centro da crise
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de transporte de petróleo e gás do mundo e se tornou um dos principais pontos de tensão no conflito entre Estados Unidos e Irã.
Nos últimos meses, Washington e Teerã fizeram declarações divergentes sobre quem exerce o controle da passagem. Trump já havia afirmado anteriormente que os Estados Unidos tinham retirado minas da região, enquanto autoridades iranianas sustentaram que o estreito permanecia sob controle do país.
De acordo com informações da Reuters, o fluxo de petróleo pelo estreito caiu significativamente desde o início da crise. Dados da Vortexa indicam que os embarques passaram de mais de 20 milhões de barris por dia antes do conflito para cerca de 5 milhões de barris por dia.
Apesar da declaração de Trump sobre a retirada das minas, a circulação de embarcações na região ainda enfrenta fortes restrições. Segundo informações divulgadas nesta terça-feira, o tráfego marítimo continua muito abaixo dos níveis registrados antes do conflito.
Pressão sobre o governo iraniano
A nova declaração de Trump acontece no mesmo dia em que os Estados Unidos ampliaram as sanções contra o Irã. As medidas anunciadas pelo governo americano atingem dezenas de pessoas, empresas e embarcações relacionadas à economia iraniana.
Teerã, por sua vez, afirmou que pretende resistir à pressão econômica de Washington e indicou disposição para retomar negociações, com participação de mediadores internacionais.
O cenário mantém elevada a tensão no Oriente Médio, enquanto os dois países continuam disputando influência sobre uma rota considerada fundamental para o comércio mundial de energia.
