A definição do nome que irá compor a vice na chapa de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo deverá passar pelo crivo do presidente Lula.

Apesar das negociações avançadas em torno das vagas ao Senado, aliados admitem que a composição majoritária ainda está em aberto, especialmente em relação ao posto de vice-governador.

Hoje, a chapa petista conta com três nomes cotados para disputar o Senado Federal. O PSB mantém preferência para que a ex-ministra Simone Tebet e o ex-ministro Márcio França ocupem as vagas na composição paulista.

Interlocutores afirmaram ao R7 que a indicação de Tebet atende a um entendimento previamente alinhado com Lula. Outro nome que circula nas conversas é o da deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede).

Apesar disso, interlocutores ligados ao Partido dos Trabalhadores avaliam que Márcio França teria maior capacidade de aglutinação política e eleitoral na disputa em São Paulo, especialmente pela interlocução construída com diferentes setores do centro político e partidos aliados.

A leitura, nas coxias, é que França conseguiria ampliar mais a frente de apoio em torno da candidatura de Fernando Haddad ao compor a vice do petista.

As tratativas em torno da composição são conduzidas em reuniões semanais organizadas pelo PSB. No entanto, segundo relatos de integrantes das negociações, Fernando Haddad cancelou, nas últimas duas semanas consecutivas, encontros previstos para discutir os detalhes da costura eleitoral em São Paulo, alegando incompatibilidade de agenda.

Mesmo com as conversas em andamento, dirigentes partidários afirmam que a definição final da chapa dependerá da articulação nacional conduzida pelo Palácio do Planalto e da palavra final de Lula sobre os espaços destinados aos partidos aliados no principal colégio eleitoral do país.