Um grupo de venezuelanos deportados dos Estados Unidos tornou-se alvo de uma intensa operação de busca após os fortes terremotos que atingiram a Venezuela na última semana. Os imigrantes haviam retornado ao país no mesmo dia em que os tremores ocorreram e estavam hospedados em um hotel na cidade de La Guaira, uma das áreas mais afetadas pela tragédia.
Segundo informações divulgadas por autoridades e acompanhadas por organizações que monitoram voos de deportação, uma aeronave procedente de Miami transportou 146 venezuelanos — entre eles 19 mulheres e sete crianças. Após o desembarque no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, o grupo foi levado para um hotel utilizado pelo governo para receber repatriados. Horas depois, dois terremotos de grande magnitude atingiram a região, provocando o desabamento do prédio.
Buscas continuam entre os escombros
Equipes de resgate seguem trabalhando na tentativa de localizar sobreviventes. De acordo com relatos de sobreviventes e familiares, mais de 100 pessoas que estavam no hotel continuam desaparecidas, enquanto outras conseguiram escapar dos escombros com ferimentos.
Sobreviventes relataram momentos de desespero após o colapso da estrutura. Alguns afirmaram que conseguiram sair por conta própria, enquanto outros foram retirados por equipes de socorro e moradores que participaram das primeiras ações de resgate. A falta de comunicação e a dificuldade para identificar vítimas aumentam a angústia das famílias.
Tragédia amplia drama humanitário
Os terremotos deixaram um rastro de destruição em diversas cidades venezuelanas, especialmente em La Guaira. Prédios residenciais, hotéis, hospitais e vias de acesso sofreram danos significativos, enquanto milhares de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas. O número de mortos e desaparecidos continua aumentando à medida que os trabalhos de busca avançam.
A coincidência entre a chegada do voo de deportação e o desastre natural chamou a atenção da comunidade internacional. Organizações humanitárias acompanham a situação e cobram transparência na divulgação das listas de vítimas, sobreviventes e desaparecidos.
Famílias aguardam informações
Parentes dos deportados afirmam enfrentar dificuldades para obter notícias sobre os familiares. Muitos relatam que perderam contato logo após o desembarque na Venezuela e, desde então, aguardam informações oficiais sobre o paradeiro das vítimas.
Enquanto isso, autoridades venezuelanas e equipes de emergência continuam as operações de resgate em meio aos escombros, numa corrida contra o tempo para localizar possíveis sobreviventes.
