O Brasil pode enfrentar um El Niño de forte a muito forte intensidade entre a primavera de 2026 e o verão de 2027. A possibilidade é apontada por órgãos federais de monitoramento climático, que alertam para o aumento do risco de estiagens, queimadas, ondas de calor e chuvas intensas em diferentes regiões do país.
O boletim do Painel El Niño 2026-2027 indica probabilidade superior a 90% de permanência do fenômeno até o início do próximo ano. Para o período entre outubro e dezembro, a chance de um episódio classificado como “muito forte” chegou a 81%.
A classificação é adotada quando a temperatura da superfície do Pacífico Equatorial fica mais de 2°C acima da média. Mesmo assim, especialistas ressaltam que o fenômeno não determina, de forma isolada, a ocorrência de desastres, mas altera as condições climáticas e eleva a possibilidade de eventos severos.
No Sul do Brasil, a tendência é de chuvas acima da média, com possibilidade de enchentes, alagamentos e deslizamentos em áreas vulneráveis. Já no Norte, Nordeste e em parte do Centro-Oeste, o cenário aponta para redução das chuvas, temperaturas elevadas e agravamento da seca.
Para Alagoas e os demais estados nordestinos, o alerta principal envolve períodos mais secos, pressão sobre reservatórios e maior risco de incêndios em vegetação, sobretudo caso a estiagem se prolongue. O monitoramento das condições meteorológicas e a adoção de medidas preventivas por órgãos públicos e pela população são apontados como essenciais.
O Painel El Niño reúne informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Serviço Geológico do Brasil e Defesa Civil Nacional.
