Brasília – O Palácio do Planalto ampliou nesta semana a mobilização política para garantir a realização da próxima sessão do Congresso Nacional, considerada estratégica para a votação de projetos de interesse do governo antes do recesso parlamentar. A articulação ocorre em meio ao impasse envolvendo a condução da pauta legislativa e à necessidade de construir consenso entre lideranças da Câmara dos Deputados e do Senado.
Nos bastidores, integrantes da equipe de articulação política passaram a atuar diretamente junto a parlamentares e líderes partidários para viabilizar um acordo que permita a convocação da sessão conjunta do Congresso. A avaliação do governo é de que o atraso na apreciação de matérias prioritárias pode comprometer o cronograma legislativo e postergar decisões consideradas importantes para a administração federal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem mantido contatos com aliados e ministros, mas tem evitado assumir protagonismo nas negociações diretas com o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre. A estratégia é deixar que integrantes da coordenação política conduzam as tratativas, buscando reduzir o desgaste institucional e facilitar a construção de um entendimento entre as lideranças.
Entre os temas que aguardam deliberação estão projetos de interesse do Executivo, além da análise de vetos presidenciais e propostas que dependem de votação em sessão conjunta da Câmara e do Senado. O governo trabalha para evitar que essas matérias fiquem acumuladas para o segundo semestre.
Parlamentares envolvidos nas negociações afirmam que ainda existem divergências sobre a ordem de votação e sobre prioridades de cada bancada. Apesar disso, interlocutores do Planalto avaliam que há espaço para um acordo nos próximos dias, desde que haja convergência entre os presidentes das duas Casas e os líderes partidários.
A expectativa é que as conversas sejam intensificadas antes da definição da agenda do Congresso. Caso haja consenso, a sessão poderá ser convocada para destravar votações consideradas essenciais tanto pelo governo quanto por setores do Legislativo.
Nos bastidores, a leitura predominante é de que o sucesso das negociações dependerá da capacidade de articulação política entre Executivo e Congresso, em um momento em que o governo busca acelerar a tramitação de propostas antes da pausa nas atividades parlamentares do meio do ano.
