O presidente da Argentina, Javier Milei, provocou uma nova reação no cenário político brasileiro neste sábado (25) ao fazer críticas e ataques ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante um evento do Partido Liberal (PL), em São Paulo.
Milei chamou Moraes de “lixo careca” ao comentar a decisão que impediu o presidente argentino de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso. O argentino afirmou ser amigo de Bolsonaro e demonstrou insatisfação com a situação envolvendo o ex-presidente brasileiro.
A declaração ocorreu durante a convenção nacional do PL que oficializou o senador Flávio Bolsonaro como candidato do partido à Presidência da República. Milei participou do evento como uma das principais figuras políticas convidadas e também fez críticas ao governo brasileiro e ao modelo econômico adotado no país.
A fala contra Moraes repercutiu no STF. O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, divulgou uma manifestação em que classificou o episódio como incompatível com a civilidade esperada nas relações entre países.
“A Presidência do STF deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados”, afirmou Fachin em nota.
Durante o discurso, Milei também voltou a defender Jair Bolsonaro e fez críticas ao que considera influência de políticas de esquerda na América do Sul. O presidente argentino declarou ainda que o Brasil poderá enfrentar consequências que, segundo ele, já foram observadas na Argentina caso não haja uma mudança de orientação política.
O episódio ocorre em meio à aproximação de Milei com setores da direita brasileira e à movimentação política para as eleições presidenciais de 2026. A presença do presidente argentino no evento do PL reforçou o alinhamento político entre Milei e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A declaração contra Alexandre de Moraes acrescenta um novo capítulo às tensões envolvendo o ministro do STF e integrantes da direita brasileira, além de gerar repercussão diplomática diante do fato de o ataque ter sido feito por um chefe de Estado estrangeiro em território brasileiro.
