O técnico Moacir Júnior reconheceu que o CSA teve uma atuação muito abaixo do esperado no primeiro tempo da derrota por 3 a 1 para o Nacional-AM, na noite desta quinta-feira (27), na Arena da Amazônia, pelo jogo de ida do playoff de acesso da Série D.
Apesar da desvantagem construída em Manaus, o treinador manteve o discurso de confiança e afirmou que o resultado pode ser revertido no Estádio Rei Pelé, em Maceió.
A partida de volta está marcada para a próxima quinta-feira (3), às 20h. O CSA precisa vencer por dois gols de diferença para garantir o acesso à Série C de 2027.
Moacir explica mudanças na escalação
Para enfrentar o Nacional-AM, Moacir Júnior promoveu três alterações na equipe titular.
O treinador colocou Mikael na zaga, Everton Heleno no meio-campo e Lucas Silva no ataque. Com isso, Félix Jorge, Ronaldo Mendes e Dudu Figueiredo começaram a partida no banco de reservas.
Segundo Moacir, as mudanças foram baseadas no desempenho apresentado pelos jogadores durante os treinamentos.
O treinador, entretanto, admitiu que o planejamento não funcionou como esperado quando a bola rolou.
“No treinamento, esses 11 iniciais apresentaram condições de fazer um grande trabalho. Infelizmente, quando começou o jogo, a gente foi assolado por uma pressão muito grande”, explicou o técnico.
Nacional domina início e abre vantagem
O problema apontado por Moacir ficou evidente ainda nos primeiros minutos.
O Nacional-AM entrou em campo com intensidade e conseguiu construir vantagem rapidamente. Sassá, Renanzinho e Rafa Marcos marcaram para o time amazonense, enquanto Matheus Melo descontou para o CSA.
O Azulão sofreu dois gols em um intervalo curto e terminou o primeiro tempo em situação complicada.
De acordo com o treinador, a equipe não conseguiu responder à pressão inicial do adversário.
“Chega na hora do jogo, infelizmente, as coisas não acontecem como devem. Aí a gente tem que, no intervalo, reparar tudo, para reconstruir”, afirmou.
A avaliação também foi destacada pela imprensa esportiva alagoana. A GazetaWeb classificou o desempenho azulino na primeira etapa como apático e abaixo do esperado.
Mudanças durante a partida
A comissão técnica precisou agir antes mesmo do intervalo.
Mikael deixou o campo ainda no primeiro tempo, enquanto Everton Heleno foi substituído no intervalo. Félix Jorge e Fabrício Bigode entraram para modificar a estrutura da equipe.
As alterações ajudaram o CSA a apresentar uma postura diferente na segunda etapa.
Com o placar já em 3 a 1, o Azulão passou a ter mais posse de bola e conseguiu criar algumas oportunidades para diminuir a diferença.
A principal chance veio em uma cabeçada de Félix Jorge, defendida pelo goleiro do Nacional-AM.
“Dois tempos distintos”
Para Moacir Júnior, o jogo apresentou duas versões completamente diferentes do CSA.
O treinador considerou que o time conseguiu corrigir parte dos problemas após o intervalo, mas lamentou que a reação tenha acontecido quando o placar já era desfavorável.
“No segundo tempo, a gente teve a bola, jogou, melhorou, corrigiu, mas aí o placar já estava adverso”, avaliou.
Na visão do comandante, o principal ajuste para a partida de volta será justamente evitar que o Nacional tenha a mesma liberdade no começo do confronto.
Técnico ainda acredita no acesso
Mesmo diante da derrota, Moacir Júnior não abandonou a confiança na classificação.
O treinador lembrou que uma vitória por dois gols de diferença no Rei Pelé é suficiente para o CSA garantir a vaga na Série C.
Ele citou, inclusive, um possível roteiro para a partida decisiva: marcar um gol no primeiro tempo e buscar o segundo após o intervalo.
“Se você fizer 1 a 0 no primeiro tempo, 2 a 0 no segundo, você sobe”, afirmou.
Para o treinador, a equipe precisa deixar rapidamente a derrota para trás e concentrar o trabalho na preparação para os 90 minutos decisivos em Maceió.
Rei Pelé vira principal esperança
O fator casa será uma das principais armas do CSA.
Na Série D, antes da decisão contra o Nacional-AM, o Azulão havia disputado nove partidas como mandante, com cinco vitórias, três empates e uma derrota.
O retrospecto ajuda a explicar a confiança da comissão técnica na reação.
Agora, entretanto, o desafio será maior: o CSA precisa vencer por pelo menos dois gols de diferença.
Uma vitória simples não será suficiente para colocar o clube na Série C.
CSA tinha vantagem antes do primeiro jogo
Antes do início do playoff, o CSA chegou ao confronto com vantagem pela melhor campanha acumulada na competição.
A equipe alagoana somava 32 pontos, enquanto o Nacional-AM tinha 29. Por isso, o Azulão tinha o direito de decidir o confronto em Maceió e contava com vantagem no placar agregado.
Com a derrota em Manaus, porém, essa condição mudou.
Agora, é o Nacional-AM quem entra no segundo jogo podendo administrar a vantagem construída fora de casa.
Duelo vale vaga na Série C de 2027
CSA e Nacional-AM disputam uma das duas vagas adicionais para a Série C de 2027 criadas pelo novo formato da Série D.
Os quatro clubes que chegaram às semifinais garantiram acesso direto. Já os quatro eliminados nas quartas de final foram divididos em dois playoffs para definir os últimos dois classificados.
CSA, Nacional-AM, São José-RS e Goiatuba disputam essas vagas restantes.
O ASA, outro representante de Alagoas, já garantiu presença na Série C de 2027.
Por isso, uma classificação do CSA faria o estado ter dois clubes na terceira divisão nacional na próxima temporada.
O que o CSA precisa fazer
Com o resultado de Manaus, a conta para o Azulão é direta:
- Vitória por dois gols: CSA conquista o acesso;
- Vitória por três ou mais gols: CSA também garante a vaga;
- Vitória por apenas um gol: Nacional-AM avança;
- Empate: Nacional-AM conquista o acesso;
- Derrota: Nacional-AM fica com a vaga.
Não há disputa por pênaltis nesta fase.
Alagoas Alerta
O CSA deixou Manaus em situação delicada, mas ainda tem o destino nas próprias mãos.
A derrota por 3 a 1 obriga o Azulão a fazer uma partida de alta intensidade no Rei Pelé. O primeiro desafio será corrigir justamente o problema apontado pelo técnico: a postura nos minutos iniciais.
Moacir Júnior reconheceu os erros, explicou as alterações realizadas durante o confronto e manteve a confiança na classificação.
Agora, a missão está definida: vencer o Nacional-AM por pelo menos dois gols de diferença e garantir o retorno à Série C.
A decisão acontece na próxima quinta-feira (3), às 20h, em Maceió.
O CSA precisa transformar a confiança do treinador em desempenho dentro de campo para buscar uma virada que pode mudar o rumo do clube na temporada.
