Uma operação integrada das forças de segurança de Alagoas desarticulou, na sexta-feira (17), uma base de apoio de integrantes da facção criminosa Comando Vermelho que atuava na região Agreste do estado. A ação terminou com a prisão de suspeitos e a apreensão de um grande arsenal de armas, drogas e fardamentos falsificados da Polícia Civil de Alagoas, que, segundo as investigações, poderiam ser utilizados em ações criminosas para enganar vítimas.
A ofensiva foi desencadeada após um trabalho de inteligência realizado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/AL) e pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACCO), que identificou uma rota utilizada para o transporte de armas e entorpecentes entre Maceió e Arapiraca.
Perseguição terminou com descoberta de esconderijo
As equipes da ROTAM localizaram um Chevrolet Celta prata apontado pelas investigações como responsável pelo transporte do material ilícito. Durante a abordagem, o motorista ignorou a ordem de parada e tentou fugir em alta velocidade, chegando a lançar pacotes pela rodovia na tentativa de despistar os policiais.
Após a interceptação do veículo, os militares encontraram drogas e uma espingarda calibre 12. Durante o interrogatório, um dos suspeitos revelou a existência de um imóvel utilizado como depósito da organização criminosa, onde estavam armazenadas armas, munições e entorpecentes.
Arsenal chamou a atenção das autoridades
No imóvel indicado pelos investigados, os policiais apreenderam dez espingardas de diferentes calibres, incluindo armas artesanais, além de centenas de munições, carregador alongado para pistola calibre 9 milímetros e outros acessórios utilizados pelo grupo criminoso.
Também foram encontrados aproximadamente 7,5 quilos de maconha, cerca de 2 quilos de crack, balanças de precisão, aparelhos celulares, lanternas e balaclavas utilizadas para ocultar a identidade dos criminosos.
Fardamentos falsos da Polícia Civil preocupam investigadores
Um dos materiais que mais chamou a atenção durante a operação foi a apreensão de camisas com características semelhantes aos uniformes oficiais da Polícia Civil de Alagoas.
De acordo com as investigações, há suspeitas de que os fardamentos seriam utilizados para simular operações policiais, facilitando a prática de crimes como homicídios, roubos e invasões de imóveis sem despertar desconfiança das vítimas. A hipótese será aprofundada pela DRACCO durante o andamento das investigações.
Suspeitos permanecem presos
Os presos foram encaminhados para a sede da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACCO), onde foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa e posse ilegal de armas de fogo de uso restrito.
As investigações continuam para identificar outros integrantes da facção e apurar a origem do armamento apreendido, além da possível participação de mais pessoas no esquema criminoso que atuava no interior de Alagoas.
