O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, voltou a questionar a segurança das urnas eletrônicas brasileiras durante um encontro com diplomatas realizado nesta terça-feira (21), em Brasília. O episódio reproduz um discurso recorrente do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e chega em um momento delicado para a pré-candidatura do senador.

Durante a reunião, o parlamentar fez referência à empresa venezuelana Smartmatic e afirmou que máquinas utilizadas no processo eleitoral brasileiro teriam a mesma origem de equipamentos relacionados a suspeitas de fraude na Venezuela. As alegações, no entanto, já foram contestadas anteriormente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Flávio também mencionou informações atribuídas a um relatório de inteligência dos Estados Unidos sobre o sistema eleitoral venezuelano e defendeu a presença de observadores internacionais nas eleições brasileiras de 2026.

As declarações provocaram repercussão e reacenderam o debate sobre a confiabilidade do sistema eletrônico de votação. Segundo informações divulgadas por diferentes veículos, a Justiça Eleitoral já esclareceu em outras ocasiões que as urnas utilizadas no Brasil não são fornecidas pela Smartmatic, empresa citada pelo senador.

O episódio também chamou a atenção de integrantes do TSE, que fizeram referência a decisões anteriores da Corte envolvendo a divulgação de informações falsas relacionadas ao sistema eleitoral e às urnas eletrônicas.

Declarações ocorrem em meio à preparação para as eleições de 2026

O encontro com representantes diplomáticos acontece em um momento de intensificação da preparação para as eleições de 2026. O TSE prevê mecanismos de auditoria e fiscalização do sistema eletrônico de votação, incluindo testes de integridade das urnas e procedimentos de verificação realizados durante o processo eleitoral.

Após a repercussão das declarações, Flávio Bolsonaro afirmou que não teve a intenção de colocar em dúvida o sistema eleitoral brasileiro. Ainda assim, o episódio gerou novas discussões sobre a disseminação de informações relacionadas à segurança das urnas e à confiança no processo eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral mantém procedimentos de auditoria e fiscalização das urnas eletrônicas e estabelece regras específicas para garantir a transparência e a segurança das eleições.