O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a contar com um novo exame para o rastreamento do câncer colorretal, um dos tipos de câncer que mais exigem atenção no país. O Teste Imunoquímico Fecal (FIT) foi incorporado à rede pública como exame de referência para pessoas que não apresentam sintomas e têm entre 50 e 75 anos.
A estratégia busca identificar sinais da doença antes do aparecimento de sintomas, aumentando as possibilidades de diagnóstico precoce e tratamento. O novo protocolo foi anunciado pelo Ministério da Saúde e incorporado à estrutura de procedimentos do SUS.
A mudança também interessa diretamente a Alagoas. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para 2026, o estado deve registrar 130 novos casos de câncer de cólon e reto, sendo 70 entre homens e 60 entre mulheres.
Como funciona o novo teste
O FIT é realizado a partir de uma amostra de fezes e procura pequenas quantidades de sangue que não podem ser percebidas a olho nu.
O objetivo não é confirmar sozinho a existência de câncer, mas identificar pessoas que precisam de uma investigação mais detalhada.
Quando o resultado apresenta alteração, o paciente deve ser encaminhado para avaliação e exames complementares, conforme o fluxo estabelecido pela rede de saúde.
Uma das vantagens do método é ser menos invasivo que exames utilizados posteriormente na investigação, além de não exigir preparação complexa ou restrições alimentares prévias.
Quem poderá fazer
O rastreamento pelo FIT é direcionado a homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos.
Isso significa que o exame é voltado para pessoas que não apresentam sinais da doença, justamente para tentar encontrar alterações em uma fase inicial.
A estratégia segue o conceito de rastreamento adotado pelo SUS: realizar exames periódicos em grupos considerados de maior risco para determinados tipos de câncer, mesmo quando não existem sintomas.
Por que a medida é importante para Alagoas
A inclusão do exame pode representar um reforço importante para a prevenção e o diagnóstico precoce no estado.
A estimativa do INCA aponta 130 novos casos de câncer de cólon e reto em Alagoas em 2026. Embora esse número seja uma projeção e não represente necessariamente a quantidade efetivamente diagnosticada no ano, ele ajuda a dimensionar a importância da ampliação das estratégias de rastreamento.
O acesso ao teste pela rede pública também pode ser relevante para moradores do interior, que dependem da estrutura regionalizada do SUS para realizar exames e conseguir atendimento especializado.
Na prática, a expectativa é que a identificação de alterações antes do surgimento de sintomas permita que pacientes sejam encaminhados mais cedo para investigação e tratamento.
Exame não é para quem já apresenta sintomas
Um ponto importante é que o FIT incorporado ao protocolo de rastreamento é destinado a pessoas assintomáticas.
Quem apresenta sintomas ou alterações que possam estar relacionadas ao câncer colorretal não deve esperar pelo rastreamento de rotina. Nesses casos, é necessário procurar atendimento de saúde para avaliação médica.
O rastreamento tem justamente outra finalidade: investigar pessoas que ainda não apresentam sinais da doença, mas estão dentro da faixa etária definida pelo protocolo.
Resultado positivo não significa diagnóstico de câncer
Outro esclarecimento importante é que um resultado alterado no FIT não significa que a pessoa necessariamente tenha câncer.
O teste identifica a presença de sangue nas fezes e funciona como uma etapa inicial do rastreamento. Quando há resultado positivo, o paciente precisa seguir o fluxo de investigação definido pelo serviço de saúde.
Essa etapa é fundamental para confirmar ou descartar a presença de uma doença.
Câncer colorretal pode ser silencioso
O câncer colorretal envolve tumores que atingem o intestino grosso e o reto. Uma das dificuldades para o diagnóstico é que a doença pode não apresentar sintomas nas fases iniciais.
Por isso, a estratégia de rastreamento procura encontrar alterações antes que sinais clínicos apareçam.
O novo protocolo do SUS coloca o FIT como exame de referência justamente para essa finalidade, permitindo ampliar a identificação de casos que poderiam permanecer sem diagnóstico por mais tempo.
Como o paciente deve buscar atendimento
A orientação para quem está dentro da faixa etária indicada é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou o serviço do SUS responsável pelo atendimento na região.
A equipe de saúde poderá orientar sobre a realização do rastreamento e sobre o fluxo disponível no município.
O acesso e a organização da oferta podem depender da estrutura da rede local de saúde. Por isso, o paciente deve buscar informação diretamente no serviço público de saúde de sua cidade.
Medida amplia prevenção no SUS
A adoção do FIT faz parte de uma série de mudanças na política de rastreamento do câncer no SUS.
O Ministério da Saúde destaca que o rastreamento permite investigar grupos específicos antes do surgimento de sintomas, com protocolos definidos para cada tipo de câncer.
Para Alagoas, a medida representa uma nova ferramenta de prevenção em um cenário no qual o INCA estima dezenas de novos casos de câncer colorretal ao longo de 2026.
A principal orientação aos alagoanos dentro da faixa etária indicada é não ignorar a prevenção e procurar a rede pública de saúde para saber como ter acesso ao novo rastreamento.
Serviço
Exame: Teste Imunoquímico Fecal (FIT)
Objetivo: rastrear câncer colorretal antes do aparecimento de sintomas
Público: homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos
Onde buscar orientação: rede pública de saúde e Unidades Básicas de Saúde
Em Alagoas: estimativa de 130 novos casos de câncer de cólon e reto em 2026, segundo o INCA.
