O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (27) que o governo norte-americano está disposto a ampliar a resposta militar contra o Irã caso as negociações entre os dois países não avancem. A declaração foi dada em meio a uma nova tentativa de diálogo para reduzir as tensões na região.

Segundo Trump, Washington e Teerã mantêm conversas que ele classificou como “muito profundas”, mas o presidente norte-americano ressaltou que o processo diplomático precisa avançar rapidamente. A avaliação é de que, caso não haja um acordo, os Estados Unidos poderão recorrer novamente à força militar.

“Não há muito tempo. Ou acontece rapidamente ou não acontece”, teria afirmado Trump, segundo informações divulgadas pela imprensa internacional.

A declaração ocorre após uma pausa nas ações militares dos Estados Unidos contra o Irã. A interrupção dos ataques abriu espaço para esforços diplomáticos conduzidos com a participação de países da região, que tentam evitar uma nova escalada do conflito.

O cenário, no entanto, permanece instável. O Irã afirma que continua exercendo controle sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, e não demonstra disposição para retomar negociações de paz nas condições defendidas por Washington.

A suspensão temporária dos ataques também foi acompanhada por uma redução nas ações militares iranianas. De acordo com informações divulgadas pela Reuters, uma autoridade iraniana afirmou que Teerã manteria a interrupção de seus próprios ataques enquanto os Estados Unidos preservassem a pausa nas operações aéreas.

O Estreito de Ormuz permanece no centro da crise. A região é considerada estratégica para o comércio internacional de energia, e qualquer interrupção prolongada da navegação pode provocar impactos nos preços do petróleo e aumentar a preocupação dos mercados globais.

Enquanto as negociações continuam, Trump mantém uma postura de pressão sobre o governo iraniano e sinaliza que a diplomacia ainda é a alternativa preferencial, mas não descarta uma nova ofensiva caso as conversas não produzam resultados.

A situação segue sendo acompanhada de perto pela comunidade internacional, diante do risco de uma nova escalada militar no Oriente Médio.