Autoridades dos Estados Unidos afirmaram nesta sexta-feira (13) que a morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, representa uma mensagem direta às organizações criminosas que atuam em diversos países da América Latina. Considerado o principal líder do grupo Tren de Aragua, o criminoso foi morto durante uma operação realizada em território venezuelano com participação das forças norte-americanas e cooperação de autoridades locais.
O anúncio foi feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que informou que a ação foi conduzida pelo Comando Sul americano e teve como alvo o chefe da organização criminosa, apontada por Washington como uma das mais violentas da região. Segundo o governo norte-americano, a operação foi resultado de um trabalho conjunto de inteligência e combate ao crime transnacional.
Após a confirmação da morte de Guerrero, integrantes da administração americana destacaram que a ofensiva demonstra a disposição dos Estados Unidos em agir contra grupos envolvidos com tráfico de drogas, tráfico de pessoas, extorsão, sequestros e lavagem de dinheiro. A avaliação é de que a operação serve como um alerta para facções criminosas que expandiram suas atividades além das fronteiras nacionais.
O governo da Venezuela confirmou que houve confrontos durante a ação no estado de Bolívar e informou que o líder da organização foi neutralizado durante a operação. Caracas ressaltou que a iniciativa contou com cooperação entre as autoridades dos dois países no compartilhamento de informações de inteligência.
O Tren de Aragua surgiu no sistema prisional venezuelano e, ao longo dos últimos anos, ampliou sua presença para diversos países da América Latina. A organização é investigada por participação em crimes como tráfico humano, homicídios, extorsões, contrabando e exploração de rotas migratórias. Em 2025, o grupo foi classificado pelos Estados Unidos como Organização Terrorista Estrangeira.
Niño Guerrero era considerado um dos criminosos mais procurados da região desde sua fuga da prisão de Tocorón, em 2023. As autoridades americanas haviam anunciado recompensas por informações que levassem à sua captura e vinham ampliando as ações de combate à organização nos últimos anos.
Analistas internacionais avaliam que a operação poderá influenciar a atuação de outras organizações criminosas transnacionais, além de reforçar a cooperação entre governos da região no enfrentamento ao crime organizado. Apesar disso, especialistas alertam que a estrutura do Tren de Aragua continua ativa em diferentes países e que a morte de seu principal líder não significa, necessariamente, o fim das atividades da facção.
