Uma ativista iraniana defensora da democracia foi deportada pelos Estados Unidos para a República Centro-Africana, segundo informações divulgadas por sua defesa nesta sexta-feira (12). A medida provocou reações de organizações de direitos humanos e grupos de apoio a imigrantes, que questionam a segurança do destino escolhido pelas autoridades norte-americanas.
De acordo com a advogada da iraniana, a mulher não possui vínculos familiares, profissionais ou qualquer outra relação com o país africano. A defesa argumenta que a transferência coloca a ativista em situação de vulnerabilidade, devido à falta de uma rede de apoio local e às condições de segurança enfrentadas pela República Centro-Africana.
A deportação ocorreu após acordos firmados pelo governo dos Estados Unidos com alguns países para receber estrangeiros que não podem ser enviados diretamente aos seus países de origem. Organizações de defesa dos direitos dos imigrantes afirmam que os termos desses acordos ainda são pouco transparentes.
Segundo representantes do Fundo de Defesa Legal Iraniano-Americano, havia preocupação de que outras cidadãs iranianas também fossem transferidas. No entanto, informações preliminares indicam que apenas a ativista embarcou no voo que deixou o estado da Louisiana com destino à capital centro-africana, Bangui, em uma rota com escala em Gana.
A defesa sustenta que o retorno indireto ao Irã continua sendo um risco e alerta para possíveis consequências à integridade física da ativista. Até o momento, autoridades norte-americanas não haviam divulgado detalhes adicionais sobre o caso. O governo dos Estados Unidos afirma que os procedimentos de deportação seguem os trâmites legais previstos pela legislação migratória do país.
