As exportações de produtos brasileiros para os Estados Unidos caíram 14,0% em maio de 2026, somando US$ 3,090 bilhões contra US$ 3,595 bilhões no mesmo mês do ano passado.

Pelo lado das importações, houve diminuição de 11,0% nas compras vindas dos EUA em maio (totalizando US$ 3,211 bilhões, ante US$ 3,610 bilhões em igual mês de 2025). Assim, a balança comercial com os EUA resultou em um déficit de US$ 121 milhões em maio.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (3), pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior) do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).

No acumulado de janeiro a maio de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior, as exportações para os Estados Unidos caíram 16,0% e atingiram US$ 14,012 bilhões. Já as importações recuaram 12,6% e totalizaram US$ 15,478 bilhões. Dessa forma, nesse período, a balança comercial com o mercado americano apresentou déficit de US$ 1,47 bilhão.

O presidente Lula participou de uma reunião com os ministros e aproveitou o encontro paraPlay VideoBrasil deve procurar novos parceiros comerciais após tarifaço dos Estados Unidospor EconomiaPlayVoltar 10 segundosAvançar 10 segundosMudoRemaining Time -0:42VelocidadeSubtitlesPicture-in-PictureFullscreenCompartilhar

China

As exportações de produtos brasileiros para a China, por sua vez, cresceram 9,5% em maio de 2026 — o montante chegou a US$ 10,497 bilhões no mês, ante US$ 9,591 bilhões em maio de 2025.

Em relação às importações, houve crescimento de 24,2% nas compras vindas da China em maio (totalizando US$ 6,799 bilhões, contra US$ 5,475 bilhões em igual mês do ano passado). Com isso, o Brasil teve superávit de US$ 3,70 bilhões com o país asiático no quinto mês deste ano.

No período de janeiro a maio de 2026, em relação a igual intervalo do ano anterior, as vendas para a China cresceram 21,8% e atingiram US$ 43,263 bilhões. As importações aumentaram 4,1% e alcançaram US$ 30,759 bilhões. Consequentemente, neste período, a balança comercial com os chineses apresentou superávit de US$ 15,50 bilhões.

União Europeia

Em relação à União Europeia, as exportações de produtos brasileiros tiveram uma alta de 8,8% em maio deste ano em relação ao mesmo mês de 2025, e somaram US$ 4,908 bilhões (ante US$ 4,510 bilhões). As compras caíram 6,9%, atingindo o montante de US$ 4,010 bilhões — no mesmo mês do ano passado, foram registrados US$ 4,306 bilhões. A balança comercial com este bloco resultou em um superávit de US$ 898 milhões em maio.

No período acumulado de janeiro a maio de 2026, em relação a igual período do ano anterior, as exportações para a União Europeia cresceram 6,7% e atingiram US$ 21,814 bilhões. As importações caíram 3,4% e totalizaram US$ 19,555 bilhões.

Consequentemente, no acumulado do ano, a balança comercial com este bloco comercial apresentou superávit de US$ 2,26 bilhões.

Argentina

No caso da Argentina, as exportações caíram 21,7% e somaram US$ 1,326 bilhão. As importações, por sua vez, cresceram 2,8% e totalizaram US$ 1,194 bilhão. Logo, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 132 milhões.

Nos primeiros cinco meses do ano, as vendas para a Argentina caíram 19,6% e atingiram US$ 6,028 bilhões. Já as importações cresceram 0,9% e chegaram a US$ 5,116 bilhões. Com isto, neste período, a balança comercial apresentou saldo positivo de US$ 912 milhões.

A Argentina e a UE, ao lado da China e dos Estados Unidos, são os principais parceiros comerciais do Brasil.