A Justiça de Alagoas condenou Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como “Vitinho”, a 13 anos e quatro meses de prisão pelo estupro e pelas agressões cometidas contra uma jovem de 19 anos, em Coité do Nóia, no Agreste de Alagoas.
A sentença foi proferida na sexta-feira (28) pelo juiz Matheus de Miranda, da Comarca de Taquarana. O processo tramita em segredo de Justiça. A informação sobre a condenação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas e também divulgada pela advogada que representa a vítima.
Segundo informações reunidas durante a investigação, o crime aconteceu em 6 de dezembro de 2024, após uma confraternização entre colegas. A jovem teria sido levada para uma chácara localizada no povoado Poção, na zona rural de Coité do Nóia, pertencente à família do acusado.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Alagoas, a vítima teria sido dopada antes de sofrer violência sexual e agressões físicas. Exames toxicológicos realizados na época identificaram diferentes substâncias de efeito sedativo no organismo dela.
Ainda conforme as investigações, a jovem também sofreu agressões e asfixia. Ela precisou ser hospitalizada e permaneceu em coma durante vários dias. Após o episódio, passou a apresentar sequelas neurológicas e motoras, além de problemas psicológicos decorrentes da violência.
Acusado ficou mais de um ano foragido
Após o crime, Victor Bruno permaneceu foragido por mais de um ano. Ele acabou preso em 10 de julho de 2026, quando compareceu ao Fórum de Taquarana para participar de uma audiência de instrução.
Na ocasião, o jovem prestou depoimento e, como havia um mandado de prisão preventiva contra ele, teve a prisão cumprida após a audiência de custódia. Posteriormente, foi encaminhado ao sistema prisional.
A prisão ocorreu no mesmo período em que a Polícia Civil de Alagoas realizava investigações relacionadas ao caso e à possível estrutura utilizada para auxiliar o acusado durante o período em que permaneceu escondido.
Defesa pretende recorrer
A advogada Júlia Nunes, que representa a vítima, informou que pretende recorrer da sentença para tentar aumentar a pena aplicada ao condenado.
A defesa do réu também anunciou que irá recorrer da decisão.
Como o processo tramita sob segredo de Justiça, detalhes da fundamentação da sentença e outros elementos da decisão judicial não foram divulgados publicamente.
O caso continua sendo acompanhado pelas autoridades judiciais, enquanto a vítima segue em processo de recuperação das consequências provocadas pelas agressões sofridas.
