Um forte terremoto de magnitude 7,1 atingiu nesta terça-feira (28) a região de Kumamoto, no sul do Japão, provocando interrupções no fornecimento de energia elétrica, danos à infraestrutura e transtornos no transporte. O tremor ocorreu por volta das 16h27 no horário local e foi sentido em diferentes áreas da ilha de Kyushu.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades japonesas, dezenas de milhares de residências e instalações ficaram sem energia após o abalo. A companhia elétrica local chegou a registrar cerca de 45 mil imóveis afetados, enquanto outros levantamentos apontaram que o número de unidades sem fornecimento chegou a aproximadamente 48 mil.

O terremoto também provocou danos em estradas, pontes e edifícios. Imagens divulgadas por emissoras japonesas mostraram rachaduras em vias, estruturas danificadas, incêndios e o descarrilamento de um trem de carga.

Alerta de tsunami é emitido e posteriormente suspenso

Após o terremoto, a Agência Meteorológica do Japão emitiu um alerta para a possibilidade de ondas de tsunami em áreas costeiras próximas ao epicentro. A população foi orientada a se afastar do litoral e buscar locais seguros.

A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, pediu que moradores das áreas costeiras permanecessem atentos aos comunicados oficiais e reforçou que as equipes de emergência deveriam priorizar o resgate e a proteção da população.

O alerta foi posteriormente suspenso, sem registro imediato de ondas de grande proporção.

Pessoas ficam desaparecidas após danos em shopping

Um dos episódios mais graves ocorreu na cidade de Kashima, onde parte de um shopping center foi danificada após o terremoto. Informações preliminares indicam que entre 20 e 30 trabalhadores podem estar desaparecidos ou presos na estrutura, enquanto equipes de resgate atuam no local.

Também foram registrados feridos em diferentes pontos da região. Relatos de autoridades e veículos internacionais indicam que dezenas de pessoas receberam atendimento médico após o tremor, mas o número exato de vítimas ainda está sendo atualizado.

As equipes de emergência continuam trabalhando para avaliar a extensão dos danos e localizar possíveis vítimas. Autoridades também alertaram para o risco de novos tremores e orientaram a população a permanecer em locais seguros.

Transporte é afetado

O terremoto provocou interrupções em serviços de transporte na região de Kyushu. Linhas ferroviárias, incluindo serviços de alta velocidade, foram suspensas para inspeção das estruturas e avaliação das condições de segurança.

O tráfego em algumas rodovias também foi prejudicado por rachaduras e danos provocados pelo tremor. O aeroporto de Aso Kumamoto também teve as operações afetadas diante da situação de emergência.

A interrupção dos serviços deve dificultar a circulação de moradores e equipes de socorro enquanto as autoridades realizam uma avaliação mais detalhada da infraestrutura.

Usina nuclear não registra anormalidades

Apesar da força do terremoto, não foram identificadas anormalidades nas usinas nucleares localizadas na região.

A Usina Nuclear de Sendai, situada a cerca de 100 quilômetros do epicentro, não apresentou danos relacionados ao tremor, segundo informações divulgadas por autoridades e órgãos internacionais. A situação das instalações nucleares segue sendo monitorada.

Japão reforça operações de emergência

O governo japonês mobilizou equipes para avaliar os estragos e prestar assistência às áreas atingidas. A prioridade é localizar pessoas que possam estar presas em estruturas danificadas, atender os feridos e restabelecer serviços essenciais.

A região de Kumamoto ainda carrega as marcas do forte terremoto registrado em 2016, que deixou dezenas de mortos e provocou grandes danos. O novo tremor reacendeu a preocupação com a possibilidade de réplicas e novos deslizamentos em áreas afetadas.

O governo orienta os moradores a acompanhar os comunicados das autoridades e a evitar áreas próximas a estruturas danificadas.

A dimensão total dos prejuízos ainda está sendo calculada, e novas informações sobre vítimas, desaparecidos e danos materiais devem ser divulgadas à medida que as equipes de emergência avançarem nas buscas e avaliações.