Preparado para atuar em mais um júri do caso Kleber Malaquias, nesta segunda-feira (20), o Ministério Público de Alagoas (MPAL), representado pelos promotores de Justiça Lídia Malta e Thiago Riff, já no domingo (19) foi surpreendido com a suspensão temporária em decorrência de uma liminar concedida à defesa do réu e ex-policial militar Marcos Maurício Francisco dos Santos, acusado de envolvimento no assassinato de Kleber Malaquias, ocorrido no município de Rio Largo, em 2020. O Ministério Público, imediatamente, impugnou a decisão tomada durante o plantão judiciário, alegando que a defesa apresentou argumentos que divergem do entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Exercendo sempre o seu papel em defesa da vida, para o MPAL a ação deve ser vista como falta de respeito à própria Justiça, à mãe e demais familiares do empresário e influencer Kleber Malaquias e, também, à sociedade alagoana que aguarda a conclusão desse caso e espera a condenação de todos os envolvidos., o órgão ministerial Uma forma de manter a credibilidade nas instituições alagoanas.

A promotora Lídia Malta e o promotor Thiago Riff expuseram, em detalhes, o que ocorreu, as providências adotadas e o que esperam do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL).

“Viemos preparados para provar a participação do réu nesse crime, inclusive nos autos constam provas incontestáveis, a exemplo de conversas dele, por meio de dados telefônicos e via whatssApp, com os outros participantes já condenados. Após seis anos, a defesa entra com um pedido de habeas corpus tentando justificar o injustificável, tentando fugir à exploração das provas implementadas porque já tem a convicção de que o seu cliente não será inocentado. Esperamos que o Tribunal de Justiça reforme, até porque é uma decisão que foi tomada de maneira não exauriente, de maneira sumária, e que ainda vai ser liberada pelo órgão colegiado”, afirma a promotora Lídia Malta.

“Infelizmente, houve essa decisão de saída de plantão, momento em que não há possibilidade de se aprofundar na prova. Tanto é que a petição apresentada tem mais de cinco mil páginas de anexo. Entendemos, portanto, que podemos reverter essa análise quando houver apreciação pelos demais desembargadores. O Ministério Público continuará firme nas suas convicções e aguardando que, o mais rápido possível seja marcada a nova data para o julgamento”, ressalta o promotor Thiago Riff.

A mãe de Kleber Malaquias, Evany Malaquias, emocionada, se disse decepcionada com a decisão que culminou na suspensão do júri.

“Para mim é algo que só aumenta a dor, chegar aqui, para assar mais uma vez por tudo, reviver o que fizeram com meu filho e saber que o júri não vai acontecer é uma decepção tremenda. Além disso, ando com muito medo em relação à minha vida, não sei o que poderá acontecer, mas lutarei por justiça até o fim. Meu filho não merecia o que fizeram com ele”, afirmou em lágrimas.